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Clima

Novo Congresso assume em janeiro sob risco de fenômeno El Niño muito forte no Brasil

Novos parlamentares assumem mandato em janeiro, período em que o fenômeno deve atingir o auge e causar eventos climáticos extremos.

Por Redação Diário Local

Deputados e senadores eleitos nas eleições de domingo (4) assumirão seus mandatos no início de janeiro, período em que o fenômeno climático El Niño deve atingir o ápice. A previsão de um evento de proporções históricas coloca os novos parlamentares e governantes diante de cenários de extremos climáticos logo no primeiro mês de gestão.

O monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que há 95% de chance de o fenômeno chegar à categoria 'muito forte' até dezembro. Se confirmado, o evento poderá figurar entre os mais intensos registrados desde 1950.

As consequências meteorológicas variam conforme a região: o Sul do país deve enfrentar excesso de chuvas, a região centro-norte deve sofrer com a seca, e quase todo o território nacional poderá registrar temperaturas acima da média.

Como o El Niño afetou o Brasil recentemente?

O impacto de um El Niño fortalecido já foi observado em anos anteriores. Em 2023, a combinação do fenômeno com o aquecimento global resultou em uma sequência de eventos extremos que causaram mais de 120 mortes no país.

No Sul, um ciclone registrado em setembro de 2023 causou a morte de ao menos 50 pessoas e afetou 359 mil cidadãos em 106 cidades gaúchas. Enquanto isso, no Norte, o fenômeno provocou a seca do rio Negro em Manaus, atingindo o menor nível registrado desde 1902.

No Nordeste, a seca severa no fim de 2023 atingiu cerca de 30% das áreas de pastagem e agricultura da região, com novos focos de seca grave surgindo no início de 2024 no Maranhão, Pernambuco e sul do Ceará.

Qual é o papel da infraestrutura na prevenção de desastres?

A gestão pública e os investimentos em infraestrutura são apontados como fatores determinantes para evitar que fenômenos naturais se tornem tragédias humanas. Casos de falta de manutenção e cortes de investimentos em drenagem e prevenção foram citados como agravantes de desastres.

Em Porto Alegre, por exemplo, o departamento responsável pela drenagem (DMAE) sofreu redução de cerca de 70% de investimento entre 2012 e 2014. Durante as cheias, apenas quatro das 23 casas de bombas da cidade estavam operacionais e nenhuma possuía gerador de reserva.

Na área de prevenção, os gastos federais com o setor apresentaram queda de 78,4% em uma década, passando de R$ 6,8 bilhões em 2013 para R$ 1,47 bilhão em 2023. Dados indicam que, entre 2012 e 2023, o governo federal deixou de aplicar 35,5% da verba destinada à gestão de riscos, priorizando gastos com reconstrução em vez de prevenção.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.