Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad trocam críticas em primeiro debate para o governo de São Paulo
Candidatos discutiram educação, segurança pública e a relação de Tarcísio de Freitas com Jair Bolsonaro durante o primeiro embate.
Por Redação Diário Local
Os candidatos Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad realizaram, neste domingo (09), o primeiro debate para o governo de São Paulo. O encontro foi marcado por trocas de críticas sobre educação, segurança pública e a relação do governador com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No início do debate, os adversários discutiram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O município de São Paulo apresentou desempenho abaixo da média nacional no indicador e figurou entre as capitais com os piores resultados nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Tarcísio de Freitas defendeu seus projetos para a área de ensino e mencionou o esvaziamento da Cracolândia como parte de sua gestão. Em resposta, Haddad criticou a queda na qualidade do ensino médio no estado, afirmando que a gestão atual entregou o estado em uma posição inferior à que foi recebido.
O que foi discutido sobre segurança pública?
O primeiro embate direto entre os candidatos ocorreu durante o bloco sobre segurança pública. Haddad criticou a atuação do governo estadual e de Guilherme Derrite, apontando problemas no combate ao crime organizado e questionando o afastamento do comando geral da Polícia Militar.
Tarcísio de Freitas rebateu as críticas ao destacar ações de combate a crimes financeiros, como fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O governador também citou a prisão do vereador Senival Moura, ocorrida em uma operação que investiga esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de ônibus.
Haddad também abordou a relação entre o governo estadual e os prefeitos do interior de São Paulo. Segundo o petista, embora o estado tenha investido em sua nova sede administrativa, houve entraves no repasse de recursos para as cidades do interior.
Relação com Jair Bolsonaro e economia
A disputa pela renegociação da dívida de São Paulo levou o tema da relação de Tarcísio com Jair Bolsonaro ao debate. O governador pediu que Haddad deixasse o ex-presidente de lado, argumentando que a disputa entre os dois remete à eleição de 2018.
No bloco final, a discussão voltou-se para a política econômica nacional. Ao serem questionados sobre o endividamento das famílias, Haddad opinou sobre a presidência do Banco Central, manifestando posição contrária a uma eventual indicação de Roberto Campos Neto para o cargo.
