Ex-presidente da Reag apresenta proposta de delação à PGR com foco em Daniel Vorcaro
João Carlos Mansur apresentou à PGR proposta de delação que detalha ativos registrados em nome de terceiros e fundos.
Por Redação Diário Local
João Carlos Mansur, ex-presidente do conselho da Reag Investimentos, apresentou uma proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) que foca em Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O documento aponta a existência de cerca de R$ 20 bilhões em ativos ocultos no Brasil, registrados em nome de terceiros e por meio de fundos.
A proposta entregue à PGR conta com 17 anexos e passa por ajustes finais antes de uma possível assinatura oficial. Como parte do acordo, Mansur deverá realizar o pagamento de R$ 40 milhões em multas.
Entre os bens citados no material estão dinheiro, imóveis e direitos creditórios. Segundo a proposta, parte desses recursos teria sido registrada em nome de "laranjas" e de fundos que já são alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).
Mansur e Vorcaro chegaram a negociar uma delação conjunta anteriormente, quando eram representados pelo mesmo advogado. No entanto, as informações apresentadas naquele momento foram consideradas insuficientes pelas autoridades.
Com a contratação de uma nova defesa, Mansur concentrou o novo pedido de delação em informações específicas sobre o ex-dono do Banco Master. O movimento marca uma mudança na estratégia jurídica do ex-presidente da Reag.
Em paralelo, Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (28). O depoimento faz parte de um inquérito que apura a suposta corrupção de servidores do Banco Central (BC) por parte do banqueiro.
A defesa de Vorcaro, liderada pelos advogados Sérgio Leonardo e Daniel Bialski, afirmou que ele negou a prática de qualquer crime durante o interrogatório. O grupo jurídico declarou que o banqueiro demonstrou disposição para prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados caso ocorra uma eventual delação premiada.
Este depoimento é o primeiro de Vorcaro após a recusa de duas propostas de delação anteriores e ocorre após a troca de sua equipe jurídica. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
