Diário Local
Eleições 2026

Direita deve ampliar de 15 para 18 governos estaduais a partir de 2027, indica levantamento

Levantamento compara o perfil ideológico dos governadores eleitos em 2022 com o cenário projetado para o próximo ciclo.

Por Redação Diário Local

A direita deve ampliar de 15 para 18 o número de governos estaduais sob seu comando a partir de 2027. O levantamento compara o perfil ideológico dos chefes de Executivo eleitos em 2022 com o cenário projetado para 2027, baseando-se nos resultados do 1º turno das eleições de 2026 e nas pesquisas para o 2º turno.

A análise abrange os 26 estados e o Distrito Federal. Para os seis estados em que o pleito ainda não foi definido, o levantamento considerou os candidatos que lideram as pesquisas mais recentes. O segundo turno das eleições será realizado neste domingo (25).

De acordo com o estudo, os estados que devem migrar de governos de esquerda para administrações de direita são Alagoas, Espírito Santo e Pará. Em Alagoas, o candidato JHC deve substituir Paulo Dantas, encerrando um ciclo de gestão ligado ao grupo político de Renan Calheiros. O estado foi governado por Renan Filho entre 2015 e 2022, quando Dantas assumiu o cargo.

No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini lidera as pesquisas contra Ricardo Ferraço, que recebe apoio do atual governador Renato Casagrande. Uma vitória de Pazolini interromperia o período de predominância do campo socialista no governo estadual, iniciado em 2010.

No Pará, a projeção indica que Dr. Daniel deve suceder Helder Barbalho, que foi eleito em 2018 e reeleito em 2022. A mudança representaria o fim de um período de gestão ligado à família Barbalho, que possui influência histórica na política local. No Amazonas, o cenário tende a ser inverso, com Omar Aziz, classificado à esquerda, liderando as pesquisas contra Professora Maria do Carmo, de direita.

Como funciona a classificação?

A metodologia utilizada para a classificação considera o posicionamento político individual dos governadores e candidatos, e não necessariamente a ideologia de seus partidos. Foram estabelecidas três categorias: direita, esquerda e posicionamento variável, para políticos que transitam entre campos distintos.

O levantamento estabelece o comparativo entre os governadores eleitos em 2022 e os dados de 2026. Para os dados de 2022, foram considerados os governadores e suas legendas da época, independentemente de mudanças partidárias posteriores. Já para 2026, utilizam-se as disputas já encerradas e as tendências das pesquisas para os estados com segundo turno.

Por que o avanço altera o cenário político?

O fortalecimento da direita nos governos estaduais reforça a tendência vista no primeiro turno, com a eleição de um Congresso com perfil mais conservador. Caso as pesquisas se confirmem, a direita passará de 15 para 18 governos, enquanto a esquerda deve recuar de 11 para 6 unidades federativas.

O novo mapa político também impacta as articulações para a disputa presidencial. Para Flávio Bolsonaro, o cenário oferece mais aliados estaduais para a formação de coalizões. Para o presidente Lula, uma eventual reeleição exigiria ampliar a capacidade de negociação com um país politicamente mais inclinado à direita.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.