Diário Local
Eleições

Candidatos da direita ao Senado em SP focam ataques a Tebet e Marina Silva

Estratégia visa questionar a representatividade das candidatas que lideram as pesquisas de intenção de voto para o Senado.

Por Redação Diário Local

Os candidatos da direita ao Senado por São Paulo — André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) — devem adotar como estratégia de campanha o questionamento sobre a origem de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). O objetivo é argumentar que, por não serem paulistas, as candidatas não compreenderiam os anseios da população do estado.

A tentativa de desgaste visa atingir a dupla que lidera as pesquisas de intenção de voto no momento. A estratégia deve ser o principal alvo da oposição durante os debates para o Senado.

O movimento de ataque ocorre em um cenário onde as candidatas da chapa ligada a Fernando Haddad (PT) aparecem à frente. Tanto em levantamentos públicos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto em pesquisas internas de partidos (trackings), Tebet e Marina mantêm a liderança.

Em pesquisa recente do Datafolha, Marina Silva aparecia na frente, tecnicamente empatada com Simone Tebet. Os nomes de Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) aparecem na sequência, dentro da margem de erro.

Novos dados sobre a disputa em São Paulo devem ser apresentados pelo Instituto Quaest nesta quarta-feira (29). Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tentou utilizar o mesmo argumento contra as oponentes, mas foi questionado por também ser carioca.

Divergências sobre suplências

Além da pressão da oposição, as candidatas lidam com o chamado "fogo amigo" dentro das alianças de esquerda. O impasse envolve a disposição das vagas de suplência, que são cobiçadas devido à possibilidade de retorno das candidatas a ministérios, caso Haddad vença a eleição.

A indicação do vereador de São Carlos, Djalma Nery (PSol), para a primeira suplência de Marina Silva gerou mal-estar na coligação de Haddad. O PDT manifestou incômodo e chegou a ameaçar lançar um candidato próprio caso a situação não seja resolvida.

Para a suplência de Simone Tebet, o nome indicado foi o do advogado Laio Morais (PT), que atuou como chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.