Gilmar Mendes critica condução do TSE e diz que colegiado garantiu eleições
Ministro do STF afirmou que a institucionalidade não deveria precisar ser resgatada a cada pleito e destacou o papel do colegiado.
Por Redação Diário Local
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou a condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026. O magistrado afirmou que a institucionalidade não deveria precisar ser resgatada a cada eleição e defendeu que o colegiado do tribunal foi o responsável por assegurar que a disputa transcorresse dentro das regras democráticas.
Em publicação feita na noite desta segunda-feira (2), Gilmar Mendes defendeu que as instituições de Estado são maiores do que os integrantes que as ocupam. Segundo o ministro, espera-se de quem conduz o órgão responsável por organizar o pleito uma postura de árbitro equidistante, conforme prevê a Constituição.
O magistrado ressaltou que, na condução de órgãos de elevada importância, silêncios e hesitações não são neutros. Para ele, a ausência de manifestações pode abrir espaço para decisões contraditórias e servir de pretexto para quem busca atacar o sistema eleitoral.
Gilmar Mendes pontuou que, embora o colegiado do TSE tenha cumprido seu papel nesta edição, a solidez do processo eleitoral não pode depender apenas da força do grupo. O ministro destacou que a estabilidade do sistema deve ser uma característica institucional permanente.
A crítica ocorre em meio a episódios ocorridos durante o segundo turno, realizado no domingo (25). Na ocasião, o ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação da votação até as 19h em todos os estados do Brasil, atendendo a um pedido de uma coligação política.
A decisão de Zanin impactou a atuação do TSE, que é o órgão competente para decidir sobre os pedidos das campanhas. Após a determinação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou que as seções eleitorais permanecessem em funcionamento até o horário estabelecido para cumprir a ordem judicial.
Nunes Marques afirmou, posteriormente, que mesmo diante da instabilidade na reta final da votação, foi possível avançar com a apuração. De acordo com o presidente do tribunal, a competência dos técnicos da corte permitiu a entrega do pleito com segurança.
O cenário de instabilidade também envolveu o senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o país nesta quarta-feira (28) (28). Em nota emitida após o pleito, Nunes Marques reforçou que o eleitorado escolheu legitimamente seus representantes e que as eleições transcorreram dentro da normalidade legal.
