Líder do governo na Câmara defende investigação de todos os citados em denúncias do Banco Master
Deputado afirmou que todos os personagens citados em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro devem ser investigados.
Por Redação Diário Local
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu, nesta terça-feira (1), que todos os envolvidos nas denúncias relacionadas ao Banco Master sejam investigados. O líder do governo na Câmara dos Deputados afirmou que a apuração deve alcançar todos os personagens citados nas investigações, independentemente de posição política ou de contexto eleitoral.
A declaração ocorreu após a divulgação de novas mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O material envolve conversas atribuídas a Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, retirar o sigilo do conteúdo nesta terça-feira (1).
Pimenta mencionou a relação entre o banqueiro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Para o parlamentar, se um candidato ao cargo estiver relacionado a denúncias de possíveis irregularidades no banco, o caso deve ser submetido à apuração das autoridades.
O deputado reforçou que, em uma democracia, nenhuma denúncia deve deixar de ser apurada, por mais grave que seja. Ele ressaltou que o fortalecimento das instituições ocorre por meio da responsabilização de quem estiver envolvido em irregularidades ao fim dos processos.
"Aquelas pessoas que estão envolvidas em algum tipo de irregularidade devem ser exemplarmente punidas por isso", declarou Pimenta, defendendo que o Brasil deve proceder para fortalecer a democracia.
O caso ganhou um novo desdobramento jurídico nesta terça-feira (1) com a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco. Em documento enviado à noite, Gonet classificou como ilegal a decisão de Mendonça de solicitar explicações sobre as mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a determinação do ministro e os elementos obtidos apresentam o que o órgão chama de "dupla nulidade". O material investigado contém comunicações de Vorcaro mencionando o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o próprio procurador-geral.
Nas mensagens enviadas via WhatsApp, o banqueiro afirma a necessidade de proteção do delegado e do procurador. As autoridades agora analisam o conteúdo para verificar a natureza das menções e documentos que envolvem políticos e autoridades do país.
