Eduardo Bolsonaro afirma que agirá contra diplomatas que sabotaram gestão de Jair Bolsonaro
Ex-deputado afirmou que pretende agir contra servidores que supostamente sabotaram o governo de Jair Bolsonaro.
Por Redação Diário Local
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta quarta-feira (30/09), que pretende agir contra servidores do Ministério das Relações Exteriores (MRE) caso seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), seja eleito presidente da República. O ex-parlamentar prometeu monitorar diplomatas que, segundo ele, teriam sabotado o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
Em vídeo publicado na rede social X, Eduardo Bolsonaro declarou que pretende realizar uma "faxina urgente" no Itamaraty. Ele afirmou que já mapeou a relação de todos os embaixadores e diplomatas do órgão, bem como seus respectivos cargos de atuação.
De acordo com o ex-deputado, o objetivo dessa medida seria resgatar a credibilidade da instituição. Ele afirmou que os servidores que não atuaram contra a gestão anterior fariam parte de um time para "passar a servir o povo brasileiro".
A declaração ocorre após informações de que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria recebido auxílio da embaixada brasileira em Madri. O suporte teria sido para organizar a mudança dele e de sua família para a capital espanhola em meados de 2025.
Reagindo ao episódio, Eduardo Bolsonaro criticou o uso de recursos públicos para o suporte ao empresário. Ele afirmou que o dinheiro do brasileiro não deve ser usado para proteger o filho do presidente.
O ex-parlamentar também projetou medidas administrativas caso seu irmão chegue ao Planalto. Eduardo afirmou que, se Flávio Bolsonaro for eleito, o embaixador do Brasil na Espanha será um dos primeiros a deixar o posto para "dar o exemplo".
Por que a declaração foi feita?
A manifestação foi uma reação direta a relatos sobre o apoio diplomático recebido por Lulinha na Espanha. Eduardo Bolsonaro utilizou o argumento de que diplomatas teriam satisfeito interesses do atual governo em território estrangeiro.
O ex-deputado classificou a situação como uma necessidade de mudança na estrutura de atuação do Itamaraty, visando separar o serviço diplomático de interesses que considera contrários ao seu núcleo familiar e político.
