Eduardo Bolsonaro diz que Milei foi educado ao criticar Lula e Alexandre de Moraes
Ex-deputado afirmou que presidente da Argentina foi suave em discurso durante convenção do PL no último sábado (25).
Por Redação Diário Local
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente da Argentina, Javier Milei, foi "muito educado" e "suave" ao criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As declarações foram dadas nesta terça-feira (28) em entrevista ao jornal argentino La Nación.
As falas de Eduardo Bolsonaro referem-se ao discurso realizado por Milei durante a convenção nacional do PL, ocorrida no último sábado (25). Na ocasião, o presidente argentino utilizou termos como "ladrão" e "presidiário" para se referir ao presidente brasileiro.
Milei também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de "lixo careca". O presidente argentino justificou a expressão com base na proibição que sofreu de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o evento partidário, o líder argentino mencionou ainda a existência de um "risco Lula" no Brasil. Ele associou a expressão ao termo "risco Kuka", utilizado na Argentina para se referir aos integrantes da família Kirchner.
A presença de Milei na convenção teve como objetivo demonstrar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, que foi oficializada durante o encontro. O presidente argentino participou do evento para ratificar o suporte ao senador.
Questionado sobre a participação de um chefe de Estado em uma convenção partidária brasileira, Eduardo Bolsonaro negou que o ato configure interferência eleitoral. Segundo o ex-deputado, a presença de Milei não compromete o processo político.
O parlamentar afirmou, ainda, que a interferência de caráter eleitoral partiu do PT. Ele argumentou que o partido brasileiro teria atuado em benefício de Sergio Massa, adversário de Milei, durante as eleições de 2023 na Argentina.
As declarações de Eduardo Bolsonaro trazem de volta o debate sobre as relações diplomáticas e a tensão entre as lideranças políticas da Argentina e do Brasil, contextualizadas pelo apoio do governo argentino a candidaturas da oposição brasileira.
