Eduardo Paes defende segundo turno no Rio de Janeiro após anulação de votos no TSE
Político alega que nenhum candidato atingiu maioria absoluta e cita necessidade de nova votação conforme a Constituição
Por Redação Diário Local
Eduardo Paes defendeu, nesta terça-feira (3), a realização de um segundo turno para o governo do Rio de Janeiro. O ex-candidato alegou que nenhum dos competidores atingiu a maioria absoluta necessária para a vitória direta, conforme estabelece a Constituição.
A manifestação ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno. Com a decisão, Douglas Ruas (PL) foi declarado eleito com aproximadamente 50,9% dos votos.
Paes afirmou, em vídeo publicado em suas redes sociais, que a ausência de maioria absoluta — quando nenhum candidato supera os 50% dos votos válidos — exige uma nova votação. Segundo o político, a anulação alterou o cenário que originalmente levaria ao segundo turno.
O cenário dos votos
Caso os votos de Garotinho fossem mantidos, a disputa entre Douglas Ruas e Eduardo Paes (PSD) seguiria para uma nova etapa. Na contagem original, Ruas obteve 4.271.199 votos (49,27% dos válidos), enquanto Paes somou 3.706.984 votos (42,76%).
O TSE decidiu, por 5 votos a 2, pela anulação da candidatura de Garotinho. O motivo da decisão envolve os direitos políticos do candidato, que foram cassados em uma ação civil pública por improbidade administrativa.
Paes declarou que sua campanha já havia avisado sobre a impossibilidade de Garotinho participar do pleito. "Eu não culpo a Justiça Eleitoral, porque infelizmente a lei ainda permite esse tipo de manobra", declarou o político no vídeo.
Justificativa sobre o silêncio
Questionado sobre o pouco posicionamento desde a decisão do tribunal, Paes explicou que optou pelo silêncio para não afetar o ritmo da eleição presidencial. "Eu entendi que a disputa jurídica do Rio não podia atrapalhar a eleição presidencial", afirmou.
O político mencionou ainda que o calendário eleitoral já prevê eleições suplementares para o dia 6 de dezembro (6). De acordo com o TSE, oito cidades brasileiras votarão nesta data para eleger novos prefeitos e vice-prefeitos.
