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Lula e Flávio Bolsonaro buscam votos para tentar vencer eleição presidencial em primeiro turno

Candidatos tentam concentrar votos de chapas menores e intensificam apelo pelo voto útil na última semana de campanha.

Por Redação Diário Local

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram as movimentações políticas nesta semana com o objetivo de concentrar votos e tentar encerrar a disputa presidencial ainda no primeiro turno. A estratégia de ambos os lados envolve o apelo ao voto útil, buscando atrair eleitores de candidaturas menores para as suas frentes.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24), nenhum dos dois líderes aparece com mais de 50% dos votos válidos. No levantamento, Lula registra 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 36%. Os demais candidatos citados no instituto são Augusto Cury (Avante), com 5%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 1%.

A disputa por um possível segundo turno apresenta um cenário de empate técnico nas simulações de confronto direto. No Datafolha, os nomes aparecem com 47% contra 45%. Já no levantamento da Quaest, o senador registra 42% e o presidente tem 41%.

Como Lula pretende ampliar a vantagem?

A campanha de Lula busca utilizar a liderança no primeiro turno para defender a possibilidade de vitória imediata, sem necessidade de segunda etapa. O plano foca na mobilização de segmentos onde o atual presidente já demonstra maior força eleitoral.

Entre os grupos prioritários para a estratégia petista estão os eleitores de baixa renda, as mulheres e os moradores da região Nordeste. A meta é transformar a vantagem atual em uma margem que supere os 50% dos votos válidos necessários para liquidar a eleição em 4 de outubro.

Qual a estratégia de Flávio Bolsonaro?

O senador Flávio Bolsonaro mira a absorção de votos de candidatos da direita e do centro-direita para tentar ultrapassar o atual presidente. A campanha do PL identificou em eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema uma reserva estratégica de votos.

Para isso, o grupo tem intensificado o uso das redes sociais com pedidos de voto antecipado. A orientação é para que eleitores antipetistas votem no senador já no primeiro turno, evitando a dependência de uma eventual segunda rodada, embora a campanha reconheça o desafio de migrar um volume expressivo de votos nos últimos dias.

O cenário de disputa acirrada coloca pressão sobre os dois polos, uma vez que o Datafolha aponta maior lealdade dos eleitores de Lula e Flávio, enquanto há maior possibilidade de mudança entre os apoiadores dos candidatos menores. A reta final deve ser marcada pela tentativa de desidratar o pelotão de trás para consolidar o voto estratégico.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.