Eleições 2026: famílias políticas têm resultados mistos entre vitórias e derrotas
Sobrenomes tradicionais e novos clãs politicos viram integrantes eleitos e derrotados no primeiro turno das urnas.
Por Redação Diário Local
O primeiro turno das eleições de 2026 apresentou resultados variados para as famílias com trajetória política no Brasil, com integrantes de grandes clãs tanto conquistando cadeiras quanto sendo derrotados nas urnas. O pleito definiu a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) para o segundo turno, além de eleger 21 governadores, 513 deputados federais e 54 senadores.
Dentre os sobrenomes que testaram a popularidade, famílias de ascensão recente e tradição histórica tiveram desempenhos distintos. Enquanto alguns grupos ampliaram sua presença no Legislativo, outros perderam representatividade em seus estados de origem.
Desempenho dos clãs Bolsonaro e Calheiros
A família do ex-presidente Jair Bolsonaro obteve êxito parcial, com quatro de seis integrantes eleitos. Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) foram eleitos para o Senado, enquanto Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SC) conquistaram vagas na Câmara dos Deputados. A ex-mulher Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) não foi eleita para a Câmara.
Em Alagoas, a família Calheiros enfrentou derrotas importantes. Renan Filho (MDB) não conseguiu a reeleição para o governo do estado, e Renan Calheiros (MDB) perdeu a disputa pelo Senado. No entanto, Remi Calheiros (MDB) foi eleito para a Assembleia Legislativa de Alagoas, enquanto Renildo Calheiros (PCdoB-PE) não foi eleito deputado federal.
Resultados em Pernambuco e Maranhão
No Maranhão, a família Sarney viveu um momento de transição, com a derrota de Roseana Sarney (MDB) na disputa pelo Senado. O resultado faz com que a família fique sem representantes eleitos pela primeira vez desde 1954.
Já em Pernambuco, o grupo familiar de Miguel Arraes obteve vitórias: Marília Arraes (PDT) foi eleita senadora, e Maria Arraes (PSB) junto com Pedro Campos (PSB) foram eleitos para a Câmara dos Deputados. Por outro lado, João Campos (PSB) perdeu a disputa pelo governo estadual e Daniel Valença (PSOL) não foi eleito para a Assembleia local.
Casais e parcerias nas urnas
O movimento de cônjuges eleitos também foi observado. Os governadores JHC (PSDB-AL), Dr. Furlan (PSD-AP) e Sergio Moro (PL-PR) elegeram suas esposas, Marina JHC (PSDB-AL) e Rayssa Furlan (Podemos-AP) para o Senado, e Rosângela Moro para a Câmara dos Deputados. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) também elegeu Gracinha Caiado (União Brasil) para o Senado.
Outros exemplos de parcerias incluíram João Roma (PL), que perdeu ao Senado mas viu a esposa Roberta Roma (PL) ser eleita deputada federal, e Eduardo Braga (MDB), reeleito senador no Amazonas com a esposa Sandra Braga (MDB) eleita suplente.
