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Eleitores de 100 etnias indígenas vão às urnas no 1º turno das eleições no DF

Com 763 eleitores de povos como Yanomami e Kadiwéu, grupo representa 0,04% do eleitorado do Distrito Federal.

Por Redação Diário Local

O Distrito Federal reúne eleitores de 100 etnias indígenas diferentes para o 1º turno das eleições neste domingo (20). Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo é composto por 763 eleitores em idade de voto obrigatório, o que representa 0,04% do total do eleitorado da capital.

O mosaico de povos no DF inclui desde etnias como Baré e Pataxó até grupos com um único representante nas urnas, como os Yanomami e Kadiwéu. Em média, há menos de oito pessoas por etnia declarada no território federal.

Como a Justiça Eleitoral atua no DF?

No início de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) realizou uma busca ativa em comunidades indígenas para mapear dificuldades de acesso ao voto. A ação faz parte do programa nacional Seu Voto Importa, do TSE, e focou em entender as demandas de transporte até as zonas eleitorais.

Servidores do TRE-DF visitaram comunidades das etnias Tuxá e Guajajara, localizadas na região Noroeste de Brasília. De acordo com o cientista político Leandro Gabiati, a importância do processo não reside apenas no volume de votos, mas na garantia de que a diversidade cultural e social desses povos seja respeitada no exercício democrático.

O desafio no DF é de natureza logística e de identificação, já que a população indígena é dispersa e urbana. Diferente de aldeias organizadas, o eleitorado local exige reforço no cadastro e canais de comunicação voltados para a realidade de quem vive em áreas urbanas.

Direitos garantidos por lei

A legislação eleitoral assegura garantias para povos indígenas e quilombolas, incluindo o atendimento na língua materna e o transporte gratuito até os locais de votação para quem reside em territórios indígenas ou comunidades remanescentes de quilombos.

Para a documentação, o Tribunal permite o uso da identidade emitida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) como documento válido. Além disso, em território indígena, o vínculo com a comunidade pode ser comprovado por meio de matrícula escolar ou declaração da Funai, dispensando o comprovante de residência tradicional em casos específicos.

No cenário nacional, o número de candidatos indígenas nas eleições de 2026 é o maior desde 2014, chegando a 191 nomes segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). No Distrito Federal, o índice é menor: das 427 candidaturas a deputado distrital, apenas duas são de pessoas autodeclaradas indígenas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.