Coletivo judaico lança manifesto em apoio à reeleição de Lula nas eleições de outubro
Grupo Judias e Judeus Pela Democracia divulgou petição com mais de 1.200 assinaturas em reação ao anúncio de nome para o Ministério da Saúde
Por Redação Diário Local
O coletivo Judias e Judeus Pela Democracia divulgou um manifesto no sábado (29) em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin nas eleições de outubro. O grupo antecipou a publicação como reação ao anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que o oftalmologista Cláudio Lottenberg seria seu ministro da Saúde em uma eventual gestão.
A petição pública já conta com mais de 1.200 assinaturas. Segundo os organizadores, a iniciativa busca tornar pública a posição de membros da comunidade judaica de esquerda que não se associam ao bolsonarismo. O grupo contesta que Lottenberg possa falar em nome de toda a comunidade judaica no cenário político atual.
Cláudio Lottenberg é o atual presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e também preside o conselho deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein. Em resposta à movimentação, aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram que o critério para a escolha de Lottenberg foi a capacidade técnica, e não a religião.
No documento, o coletivo afirma que o apoio à chcha Lula-Alckmin é uma resposta à presença de discursos que classificam como autoritários e ameaças aos direitos humanos. Os signatários declaram que a escolha ocorre diante de propostas que, em sua visão, podem comprometer a estrutura democrática do país.
O manifesto cita a necessidade de defesa da democracia, das lutas sociais, do Sistema Único de Saúde (SUS), da igualdade racial e da justiça social. O texto ressalta que o apoio não implica concordância com todas as transformações desejadas, mas o reconhecimento de uma diferença entre ampliar direitos e permitir o avanço de projetos que ameacem as condições de luta democrática.
Os membros do grupo mencionam que a decisão é motivada pela memória histórica e pelo combate ao que chamam de perseguição a grupos sociais. Para o coletivo, a democracia não deve tratar como opinião legítima aquilo que transforma adversários em inimigos ou faz da violência um projeto político.
Entre os nomes que assinam a petição estão professores, advogados e artistas. Estão listados como signatários profissionais como Lilia Schwarcz, Jaques Morelenbaum, Tatiana Salem Levy, Carlos Minc Baumfeld, Fabio Tofic Simantob, Iris Kantor, Lia Vainer, Diego Lajst, Manuela Carneiro da Cunha, Marta Topel, Natalia Timerman e Raquel Rolnik.
A movimentação ocorre em meio à disputa presidencial de 2026, com o coletivo reforçando que a escolha visa garantir a possibilidade de continuidade das lutas por direitos dentro de um ambiente democrático estável.
