Flávio Bolsonaro cobra voto de Cármen Lúcia para investigar Alexandre de Moraes
Candidato questiona ministra do STF sobre voto em processo que analisa mensagens entre Moraes e empresário Daniel Vorcaro
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vote a favor da abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu durante uma transmissão ao vivo para apoiadores na manhã deste domingo (6).
O voto da ministra é considerado decisivo para o desfecho da questão no plenário da Corte, que apresenta um placar dividido. Atualmente, quatro ministros são favoráveis à apuração, enquanto três são contrários.
Caso Cármen Lúcia vote contra a investigação, o resultado será um empate. De acordo com a regra processual do tribunal, em situações de empate, o benefício favorece a parte apontada como suspeita, o que resultaria no arquivamento da apuração contra Moraes.
O caso investiga mensagens enviadas pela Polícia Federal entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Nos diálogos, Vorcaro questionou o andamento de investigações e indagou sobre a possibilidade de deixar o país antes de uma possível prisão, em novembro de 2025.
Em sua fala, Flávio Bolsonaro questionou o histórico da ministra e pediu que ela não colabore com a proteção do colega de plenário. O candidato afirmou que o Brasil espera que a magistrada vote pela investigação para evitar o que definiu como uma vergonha para a Suprema Corte.
Como está o placar no STF?
Até o momento, os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça posicionaram-se a favor de investigar o magistrado. Já os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin manifestaram-se de forma contrária.
Moraes e o ministro Dias Toffoli devem se declarar suspeitos no processo. De acordo com a cronologia do caso, o ministro André Mendonça deve entregar seu relatório sobre a situação entre esta segunda-feira (7) e terça-feira (8).
Após a entrega do relatório, cabe ao ministro Edson Fachin pautar a análise do plenário. A tendência é que a sessão ocorra ainda nesta semana, com a possibilidade de ser aberta e transmitida ao vivo pela TV Justiça para garantir a transparência do caso.
