Flávio Bolsonaro critica Lula por resposta a tarifas de Donald Trump e fala sobre fraude partidária
Candidato à presidência afirmou que o presidente Lula agiu de forma irresponsável diante das medidas econômicas dos Estados Unidos
Por Redação Diário Local
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de irresponsável neste sábado (15). A crítica ocorreu durante visita a uma padaria na Barra da Tijuca (RJ), em meio ao processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Segundo o senador, o presidente teria provocado o governo dos Estados Unidos ao longo do processo. "Alguém que atirou pedras, provocou os EUA a todo o momento, xingou pessoas que são do governo americano, agrediu gratuitamente o governo americano", declarou Flávio Bolsonaro durante o evento.
O candidato afirmou ainda que o posicionamento do governo federal compromete os interesses do país. De acordo com Flávio, o presidente Lula "se apequenou em todo o processo" e estaria focando em questões eleitorais em vez das necessidades da nação.
Sobre a resposta econômica brasileira, o Ministério das Relações Exteriores deve notificar o governo dos Estados Unidos para solicitar a abertura de consultas diplomáticas. O pleito já foi compartilhado pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) com os integrantes do Comitê-Executivo de Gestão.
A Secretaria-Executiva da Camex tem um prazo de até 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para elaborar um relatório técnico. O documento deve indicar se a situação atual se enquadra nas hipóteses previstas na Lei da Reciprocidade.
Após a entrega do relatório, o Comitê-Executivo de Gestão terá até 30 dias, também prorrogáveis por mais 30, para decidir sobre o enquadramento legal. O objetivo é definir as medidas de retaliação ou reciprocidade frente ao aumento de tarifas americano.
Investigação de fraude partidária
Flávio Bolsonaro também comentou sobre a investigação de uma suposta filiação fraudulenta no partido Missão. O candidato afirmou que houve uma tentativa de filiar alguém de forma irregular e espera que a polícia investigue o caso, por ser um crime previsto no código eleitoral.
Na sexta-feira (14), o partido Missão informou ter reunido registros técnicos para identificar os responsáveis pela operação. Em petição enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda afirmou ter recuperado dados sobre um cadastro atribuído incorretamente a Flávio Bolsonaro.
Os registros indicam que a operação ocorreu no dia 2 de agosto, às 9h05. De acordo com o partido, os dados incluem o endereço de IP utilizado para realizar o cadastro irregular.
