Flávio Bolsonaro critica reajuste de 15% no Bolsa Família e chama aumento de 'merreca'
Candidato à Presidência afirma que o aumento de R$ 90 é insuficiente e critica gastos do governo federal.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta quinta-feira (17), o reajuste de 15% concedido pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Bolsa Família. O senador classificou o aumento como insuficiente e afirmou que o medida é uma tentativa de compra de votos.
Durante transmissão semanal em seu canal no YouTube, o parlamentar questionou o impacto do valor adicional, que corresponde a aproximadamente R$ 90 por beneficiário. Flávio Bolsonaro afirmou que o montante não é capaz de garantir uma vida melhor para a população de baixa renda e que o aumento pode ser rapidamente anulado pela inflação.
O candidato comparou o montante destinado ao programa social com os gastos do governo federal para viagens. Segundo o senador, o presidente gasta R$ 7 bilhões com viagens, enquanto o auxílio conta com R$ 5 bilhões para o reajuste.
Flávio Bolsonaro também criticou o padrão de vida do atual presidente, citando gastos com viagens da primeira-dama, Janja da Silva, e o uso de itens de luxo. Ele utilizou esses argumentos para contrastar a gestão das contas públicas com o auxílio destinado aos beneficiários.
Promessa de manutenção do programa
Apesar das críticas ao valor atual, o senador reafirmou o compromisso de manter o Bolsa Família caso seja eleito para a Presidência. Ele declarou que pretende manter o reajuste aplicado, mas com valores superiores ao proposto pelo atual governo.
Para fundamentar sua proposta, o candidato relembrou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele mencionou que, durante o período de seu pai, o programa Auxílio Brasil teve o valor elevado de R$ 400 para R$ 600 por mês.
Estratégia de campanha
A análise do candidato também focou no cenário econômico, mencionando possíveis prejuízos em empresas estatais e a alta de preços. O senador argumentou que, em um intervalo de seis meses, o novo valor do benefício poderia perder o poder de compra devido à carestia dos alimentos.
A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro deve focar no viés econômico do reajuste. O objetivo é questionar a eficácia do aumento diante de um cenário de juros altos, inflação e desajuste nas contas públicas.
