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Supremo Tribunal Federal

Nunes Marques afirma que não é necessário alterar o tom para ser ouvido após sessão no STF

Ministro do STF deu declaração durante abertura de sessão no TSE após julgamento marcado por discussões entre membros da Corte.

Por Redação Diário Local

O ministro Kassio Nunes Marques afirmou que "não é preciso alterar o tom para ser ouvido" e que a delicadeza e a gentileza também possuem força. A declaração foi feita durante a abertura da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na manhã desta quinta-feira (17).

Esta foi a primeira manifestação pública do ministro após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na última terça-feira (15). O julgamento na Corte foi marcado por momentos de tensão, discussões e trocas de ofensas entre os magistrados.

A fala de Nunes Marques ocorreu no contexto da despedida do ministro Antônio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que participava de sua última sessão no TSE. Ao se referir ao colega, o ministro mencionou que a elegância é avessa ao excesso, citando a influência da bossa nova.

Durante a sessão de terça-feira (15) no STF, os ministros debateram uma questão de ordem sobre a união de um processo ao do ministro André Mendonça. O julgamento, contudo, não teve um desfecho definitivo e foi adiado por até 90 dias.

O adiamento ocorreu após um pedido de vistas apresentado pelo ministro Flávio Dino. No placar preliminar da votação sobre a separação dos processos, o resultado era de 4 a 3.

Antes do início do julgamento na última terça-feira (15), Nunes Marques declarou-se impedido de participar da sessão. O ministro alegou que seu mandato como presidente do TSE e a potencial repercussão eleitoral da decisão poderiam comprometer a atuação.

Na ocasião, o magistrado também se pronunciou sobre mensagens que mencionavam seu filho e o Banco Master. Nunes Marques afirmou que nunca julgou processos relacionados à instituição financeira e negou que seu filho tenha prestado serviços ou recebido remuneração do banco.

O ministro ressaltou que o sigilo sobre o assunto foi quebrado e que os fatos negados são comprováveis. As declarações ocorrem em meio ao debate sobre a conduta e as interações entre membros da Corte.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.