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Política

Flávio Bolsonaro promete queda rápida de juros caso seja eleito presidente

Candidato à Presidência afirma que pretende comprar dívidas de pessoas físicas e empresas para reduzir custos de financiamento

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou neste domingo (18) que a taxa de juros deve cair "de uma forma muito rápida" caso seja eleito. A declaração ocorreu durante debate presidencial realizado neste domingo (18).

Como parte de sua proposta econômica apresentada no evento, o parlamentar prometeu que o governo federal efetuará a compra de dívidas de pessoas físicas e empresas junto às instituições bancárias. A estratégia prevista envolve a suspensão temporária das cobranças atuais para oferecer novos financiamentos.

Segundo o candidato, o objetivo é garantir condições de longo prazo com juros reduzidos para os tomadores de crédito. “Quando eu for presidente da República, os juros já vão começar a cair de uma forma muito rápida, porque eu vou ter um grande time de ministros”, declarou Bolsonaro durante o debate.

A proposta contrapõe-se ao modelo atual de controle monetário, no qual a decisão sobre a alteração das taxas de juros cabe aos diretores do Comitê de Política Monetária (Copom). O órgão é o responsável por definir se a taxa Selic deve ser cortada, mantida ou elevada.

Como funciona a definição dos juros no Brasil?

A missão principal do Banco Central (BC) é controlar o avanço dos preços de bens e serviços no país. Para isso, a autarquia monitora o ritmo da inflação e utiliza o manejo dos juros como uma de suas principais ferramentas de controle.

No atual sistema, o aumento dos juros tem como consequência esperada a redução do consumo e dos investimentos. Ao tornar o crédito mais caro, a atividade econômica tende a desaquecer, o que ajuda a provocar a queda dos preços para consumidores e produtores.

O mecanismo de controle busca equilibrar a circulação de capital e a estabilidade dos preços. Quando o Banco Central atua para conter a subida de preços, o ajuste na Selic serve como um freio para a demanda interna no cenário econômico nacional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.