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Geopolítica

Trump avalia sanções contra a Rússia por até 60 dias, afirma Marco Rubio

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o presidente dos Estados Unidos quer analisar o impacto econômico das medidas antes de uma decisão final.

Por Redação Diário Local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve levar até 60 dias para avaliar o impacto econômico das sanções e tarifas relacionadas à Rússia, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, neste sábado (17).

A declaração de Rubio ocorre após Trump assinar, na sexta-feira (16), um decreto que suspende sanções e tarifas importantes previstas na Lei Graham. A medida, que deveria entrar em vigor na próxima semana, visa dar tempo para o governo analisar como as penalidades afetariam a economia dos Estados Unidos e o cenário global.

Durante declarações a repórteres, Trump afirmou que ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto e que os detalhes serão revelados em breve.

Por que as sanções foram suspensas?

Segundo o secretário de Estado, a pausa de 60 dias é necessária para analisar o que a imposição de sanções e tarifas significaria para o mercado. A Lei Graham prevê não apenas restrições contra a Rússia, mas também tarifas sobre países que importam suprimentos energéticos russos, o que impactaria parceiros como a Índia.

A suspensão ocorre em um momento de pressão devido aos preços elevados de energia, influenciados pela instabilidade no abastecimento global de petróleo decorrente do conflito com o Irã.

O decreto de sexta-feira (16) recebeu críticas do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, que alertou que a medida poderia prolongar a guerra e encorajar o presidente russo, Vladimir Putin.

Acordo para fornecimento de diesel

Além da revisão das sanções, Rubio defendeu um acordo para aumentar o fornecimento de diesel da Rússia para o mercado mundial, visando reduzir o preço dos combustíveis. De acordo com Trump, a Rússia forneceria inicialmente mais de 300 mil toneladas de diesel aos Estados Unidos, com novas remessas previstas para novembro e meses seguintes.

O secretário de Estado afirmou que a isenção das sanções e o acordo do diesel refletem o desafio de lidar com a sobreposição de conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, que prejudicam o abastecimento energético global.

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