Flávio Bolsonaro defende classificar milícias, PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas
Durante evento de lançamento de candidatura no Rio, senador afirmou que pretende enquadrar facções criminosas como grupos terroristas.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (22), que pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas. A declaração ocorreu durante um evento de lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro.
Durante o discurso, o senador defendeu que, sob sua influência e em conjunto com a candidatura de Ruas, esses grupos criminosos recebam o enquadramento de terroristas. Flávio Bolsonaro afirmou que os integrantes dessas organizações seriam neutralizados pelas forças policiais ou cumpririam penas em regime prisional.
O parlamentar utilizou termos como "narcoterroristas" ao tratar da criminalidade e reforçou que o objetivo é garantir o direito da população de transitar pelas ruas sem medo. Segundo o senador, os criminosos seriam retirados de circulação de forma imediata caso confrontem a polícia.
Além da questão do enquadramento das facções, o senador abordou medidas punitivas para crimes contra o patrimônio. Flávio Bolsonaro defendeu que roubos de aparelhos celulares passem a ter penas de oito anos de prisão.
A proposta inclui que o condenado pelo crime de roubo de celular trabalhe durante o cumprimento da pena. O objetivo de tal medida seria custear a estadia do detento no sistema prisional e permitir a indenização do dano causado à vítima.
O debate sobre o enquadramento de terrorismo
A classificação de facções criminosas como grupos terroristas tornou-se pauta política nos últimos meses. O tema ganhou destaque após a gestão de Donald Trump, nos Estados Unidos, classificar o PCC e o Comando Vermelho sob essa categoria.
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou oposição a esse enquadramento. O governo federal justifica que a classificação pode gerar precedentes diplomáticos perigosos, incluindo a possibilidade de ações militares estrangeiras em território nacional.
O discurso de Flávio Bolsonaro e de Douglas Ruas foca no combate radical à criminalidade como eixo central de campanha. Ambos afirmaram o desejo de declarar guerra contra o que classificam como narcoterrorismo.
A segurança pública tem se mostrado um dos temas prioritários para o eleitorado nas pesquisas eleitorais deste ano. O assunto é ponto central nas estratégias de campanha de Flávio Bolsonaro, que aposta no endurecimento das políticas de combate ao crime.
O debate sobre o tema envolve diferentes visões jurídicas e interpretações sobre a soberania nacional. Enquanto aliados defendem o enquadramento para intensificar o combate, o governo federal alerta para as implicações de ordem internacional.
A proposta de penas maiores e trabalho prisional para ladrões de celular também faz parte do pacote de segurança defendido pelo senador. O foco do discurso busca responder à preocupação direta da população com a criminalidade urbana.
As declarações reforçam o tom de confronto adotado pela campanha de Douglas Ruas no Rio de Janeiro. O tema deve seguir como ponto de divergência entre os grupos políticos ao longo do processo eleitoral.
A discussão sobre a redefinição de crimes de organização criminosa para terrorismo segue sem consenso entre as esferas do governo e a oposição.
