Haddad afirma que Tarcísio recebeu dinheiro do Banco Master para se eleger em São Paulo
Em evento em São José do Rio Preto, candidato afirma que repasses do banco ocorreram em campanhas de ex-ministros e do governador.
Por Redação Diário Local
O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou em evento de campanha neste sábado (5) que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) recebeu dinheiro do Banco Master para sua eleição em 2022. A declaração ocorreu em São José do Rio Preto, no interior paulista, durante ato ao lado do presidente Lula.
Haddad relacionou o caso a um conjunto de repasses feitos pela instituição financeira, alegando que o banco realizou negócios com três ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro. O candidato afirmou que o atual governador e o ex-presidente estariam entre os beneficiários de recursos do banco em campanhas eleitorais.
O petista declarou que a situação não é coincidência e classificou o caso como parte de uma "máfia". Segundo Haddad, o Banco Master teria se desenvolvido durante a gestão do então presidente do Banco Central, nomeado por Bolsonaro.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também abordou o assunto no mesmo evento. Ele afirmou que os adversários pretendiam realizar um golpe de Estado, mas acabaram fazendo o "golpe do Master", em referência ao escândalo de corrupção envolvendo a instituição.
As críticas de Haddad surgem após declarações de Daniel Vorcaro, que afirmou que repasses financeiros teriam sido propina acertada com Gilberto Kassab (PSD). Tarcísio de Freitas reagiu às acusações, afirmando que a situação "beira o ridículo".
O que diz o governo de São Paulo
Em nota oficial, a gestão estadual negou categoricamente qualquer irregularidade ou favorecimento envolvendo o credenciamento da PKL Credcesta para operar crédito consignado no estado. O governo afirmou que as insinuações não têm respaldo nos fatos, na cronologia dos eventos ou nas regras do setor.
A administração estadual esclareceu que o credenciamento de instituições para o crédito consignado é um ato vinculado, o que significa que deve ser concedido caso a empresa cumpra todos os requisitos objetivos estabelecidos pela lei. A nota ressaltou que não existe contrato direto entre o governo e a instituição financeira.
Segundo o governo, a PKL Credcesta responde por 3,4% dos R$ 634 milhões movimentados em operações de consignado no estado, o que equivale a R$ 21,5 milhões. Antes de uma liquidação pelo Banco Central, esse montante correspondia a 5,26% do valor total, ou R$ 33 milhões.
