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Haddad questiona pesquisa Datafolha e prioriza levantamentos internos do PT para o governo de São Paulo

Candidato ao governo de São Paulo criticou números de pesquisas que apontam vantagem de Tarcísio de Freitas e apresentou propostas para a Educação.

Por Redação Diário Local

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), minimizou os resultados da primeira pesquisa eleitoral divulgada desde o início oficial da campanha e afirmou preferir basear-se em levantamentos internos do Partido dos Trabalhadores (PT). Durante evento realizado neste sábado (22), em São Paulo, o petista questionou a relevância dos dados que apontam vantagem do adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O levantamento divulgado nesta sexta-feira (21) indicou Tarcísio com 45% das intenções de voto, contra 27% de Haddad. Ao comentar os números, o candidato questionou o fato de quatro nomes que ele classificou como desconhecidos somarem, juntos, 9% de intenções de voto.

O encontro ocorreu na zona oeste da capital paulista, onde Haddad apresentou propostas voltadas para a área de Educação. O candidato esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). O candidato a vice, Márcio França (PSB), não compareceu devido a um imprevisto pessoal.

Entre as promessas de campanha, Haddad defendeu o dobro de vagas em tempo integral nas escolas estaduais e a recomposição dos salários dos professores. O plano também prevê a instituição de planos de carreira baseados em concursos públicos para os docentes.

O projeto para a educação inclui a criação de Centros de Educação Unificados (CEUs) nas regiões do interior e do litoral paulista, além da implementação do programa Pé de Meia Paulista, focado em poupança para estudantes. Durante o evento, Alckmin destacou a participação de Haddad na criação dos CEUs no passado.

Haddad também apresentou críticas à atual gestão estadual, citando que São Paulo ocupou o 10° lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O candidato posicionou-se de forma contrária ao modelo de escolas cívico-militares e à terceirização de unidades de ensino no estado.

No campo tecnológico, o petista defendeu a reavaliação do uso de plataformas digitais nas escolas e o fim das metas de tempo de tela aplicadas aos professores. Em sua fala, ele afirmou que falta humildade para reconhecer que as atuais políticas não funcionaram.

As candidatas Simone Tebet e Marina Silva também participaram do ato. Tebet elogiou a atuação de Haddad como Ministro da Educação em governos anteriores, enquanto Marina enfatizou a importância do setor para o desenvolvimento do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.