Haddad diz que derrota de Tarcísio de Freitas em SP no primeiro turno não afeta eleição de Lula
Candidato ao governo de São Paulo afirmou que não há automatismo entre as campanhas estadual e nacional.
Por Redação Diário Local
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou neste sábado (12) que uma possível vitória de Tarcísio de Freitas no primeiro turno não terá impacto automático na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O candidato minimizou a relação entre os resultados das disputas estaduais e o cenário político nacional. Segundo ele, embora exista uma sobreposição, o sucesso de um candidato em São Paulo não determina o desempenho de um aliado no plano federal.
Para ilustrar o ponto, Haddad citou o histórico de Geraldo Alckmin, que foi eleito três vezes, sendo que em duas delas venceu no primeiro turno enquanto era oposição ao presidente Lula.
O que diz sobre as pesquisas?
Questionado sobre a vantagem de Tarcísio de Freitas nas pesquisas de intenção de voto, o petista ressaltou a existência de um grande número de eleitores indecisos. Ele destacou que, nas pesquisas espontâneas — quando o pesquisador não apresenta uma lista de nomes —, um percentual elevado de eleitores não sabe informar em quem votará.
Haddad mencionou que, no estado de São Paulo, esse índice de indecisão na pesquisa espontânea chega a dois terços do eleitorado. Ele reforçou que as próximas três semanas, especialmente as duas últimas antes do pleito, serão decisivas para a definição do voto.
O candidato também relembrou sua eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2012, quando não figurava entre os favoritos para o segundo turno no período que antecedeu o pleito.
Debate e transparência
Sobre a possibilidade de o debate estadual ser afetado por temas nacionais, como a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), Haddad considerou a situação natural. Ele afirmou que temas de interesse nacional podem dificultar a discussão de propostas específicas para o estado.
O candidato também defendeu a transparência total em investigações que envolvem autoridades públicas e o Banco Master, comemorando a decisão do presidente do STF de determinar que o conteúdo das investigações seja de conhecimento público para permitir o trabalho da imprensa.
