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Política

Haddad e Tarcísio divergem sobre resposta a tarifas dos EUA em debate para o governo de São Paulo

Durante debate para o governo de São Paulo, candidatos discutiram sobre impacto de sobretaxas americanas nas exportações brasileiras.

Por Redação Diário Local

Os candidatos Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas apresentaram visões opostas sobre a reação brasileira às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil. O embate ocorreu durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, realizado neste domingo (9).

Haddad defendeu que o país precisa de uma atuação diplomática coordenada pelo governo federal e de uma união nacional para proteger os interesses do Brasil. O candidato criticou políticos que buscaram aproximação com o governo de Donald Trump durante o aumento das tensões comerciais.

Segundo Haddad, a reação ao cenário exige o fortalecimento da diplomacia, a busca por novos destinos para as exportações afetadas e uma construção conjunta entre a União e os estados.

O que diz Tarcísio de Freitas

Tarcísio de Freitas reconheceu o impacto das medidas americanas na economia de São Paulo e detalhou ações que o governo estadual tem tomado para auxiliar as empresas. O governador afirmou que uma das estratégias é acelerar a devolução de créditos tributários para os exportadores, visando melhorar o fôlego financeiro das companhias atingidas.

O estado paulista é um dos mais expostos às novas regras comerciais devido à concentração de setores industriais que vendem para o mercado americano. Um exemplo é a região de Franca, que possui forte dependência dos EUA para a exportação de calçados, um dos segmentos afetados pelas tarifas.

Créditos tributários e dívida estadual

O debate também abordou a situação dos créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Haddad afirmou que empresas paulistas possuem entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões em créditos aguardando ressarcimento pelo Estado.

O petista associou a dificuldade de resposta ao tarifaço à gestão da dívida de São Paulo. Para ele, a adesão à proposta de renegociação de dívida com o governo federal poderia ter gerado um alívio fiscal entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em 2025, o que permitiria acelerar o pagamento dos exportadores.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o saldo da dívida estadual de São Paulo enquadrável no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) era de R$ 291,7 bilhões em março de 2025.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.