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Justiça

Inquérito das fake news no STF acumula decisões sobre censura, bloqueios e buscas

Investigação relatada por Alexandre de Moraes envolveu desde bloqueio de redes sociais até busca e apreensão de jornalistas.

Por Redação Diário Local

O inquérito das fake news, instaurado há sete anos para investigar ataques, ameaças e notícias falsas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), acumulou decisões que ampliaram o alcance da investigação e geraram controvérsias. O processo, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, volta ao centro dos debates em meio a discussões sobre o seu encerramento.

Durante o período, a investigação permitiu o bloqueio de contas de influenciadores e ativistas políticos em redes sociais, além de determinar buscas, apreensões e quebras de sigilo de diversos alvos.

Quais foram os momentos de controvérsia?

Um dos episódios mais citados ocorreu em abril de 2019, quando Moraes determinou a retirada do ar de uma reportagem publicada pela revista Crusoé. A decisão, que gerou reações de entidades de imprensa e juristas por ser classificada como censura prévia, foi revogada poucos dias depois.

Entre os investigados no âmbito do inquérito estão Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, além de outros influenciadores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Prisões e investigações de partidos

Em 2021, a investigação teve relação com o contexto que levou à prisão do então deputado federal Daniel Silveira, após a divulgação de um vídeo com ameaças a ministros da Corte e defesa de medidas autoritárias.

Em 2022, o Partido da Causa Operária (PCO) também passou a ser investigado após a publicação de críticas contra ministros do STF, resultando na suspensão de perfis do partido em redes sociais por determinação judicial.

Vazamento de dados sigilosos

O inquérito também apurou acessos e vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros do STF e de seus familiares. A Polícia Federal (PF) chegou a cumprir mandados de busca e apreensão contra servidores em três estados diferentes.

Para apurar se as informações vazadas estavam sendo comercializadas, Moraes decretou a quebra de sigilo bancário dos investigados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.