Diário Local
Rio de Janeiro

Procurador-geral de Justiça prevê novas prisões em investigações sobre contratos do governo do Rio

Antônio José Campos Moreira afirmou que novas denúncias e prisões estão previstas em auditorias de contratos, licitações e obras estaduais.

Por Redação Diário Local

Novas denúncias e prisões estão previstas no âmbito de investigações sobre contratos, licitações e obras do governo do estado do Rio de Janeiro. A afirmação foi feita pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, durante um evento realizado nesta quarta-feira (02), em Copacabana.

O procurador-geral informou que o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) trabalha em sintonia com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio Guanabara. Segundo ele, o trabalho conjunto visa apurar irregularidades que já envolvem pessoas com prerrogativa de foro, como deputados e prefeitos.

Antônio José relatou que alguns investigados já foram denunciados e outros estão em vias de receber denúncias. Ele ressaltou que a atuação do Ministério Público é técnica e imparcial, sem compromisso com fins políticos, e que as prisões devem ocorrer conforme o tempo necessário de cada investigação e processo responsável.

Irregularidades em contratos sob investigação

Durante o pronunciamento, o procurador classificou como "estarrecedor" o que tem sido revelado nas apurações. Ele citou o caso do Instituto Rio Metrópole, mencionando um contrato na casa de R$ 80 milhões que, segundo ele, sequer possui um objeto definido para a execução.

Antônio José detalhou ainda que uma empresa do ramo de alimentos teria vencido uma licitação destinada à realização de obras de saneamento. O procurador descreveu a situação do Instituto Rio Metrópole como um caso de corrupção e criminalidade bastante estruturada.

De acordo com o relato, o instituto recebe aportes de 22 municípios e do governo do estado, mas o destino dos recursos não é claro. O procurador-geral afirmou que o governador não possui ingerência sobre a instituição, que é gerida por um presidente com mandato.

Articulação entre órgãos de segurança

O procurador-geral explicou que a integração entre o Gaesf e o GSI tem sido facilitada pelo histórico profissional entre os agentes. Ele destacou que integrantes de ambos os órgãos possuem entrosamento pessoal de mais de uma década, o que agiliza a tramitação das informações.

Antônio José pontuou que as investigações alcançarão diferentes escalões da administração pública. Ele classificou o atual período da gestão estadual como uma "janela de oportunidade" para o avanço desses trabalhos, dado o caráter não político da administração interina.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.