Tarcísio de Freitas planeja Parceria Público-Privada para revitalizar rios Tietê e Pinheiros
Projeto de R$ 12,5 bilhões prevê que concessionária cuide do desassoreamento e da remoção de lixo por 15 anos nos rios paulistas.
Por Redação Diário Local
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, planeja utilizar Parcerias Público-Privadas (PPPs) para viabilizar a revitalização dos rios Tietê e Pinheiros em um eventual novo mandato. O projeto de desassoreamento e limpeza busca garantir a continuidade dos serviços de manutenção nos cursos d'água.
A proposta estudada prevê que uma concessionária seja responsável, pelo período de 15 anos, por todos os serviços de desassoreamento — que consiste na retirada de sedimentos do fundo do rio — e pela remoção de lixo nos rios Tietê e Pinheiros. Além disso, a empresa teria o compromisso de recuperar as margens e promover ações de educação ambiental.
O investimento estimado para o projeto é de R$ 12,5 bilhões. Embora o tema das parcerias com a iniciativa privada não possua um capítulo específico no plano de governo do governador, o recurso é visto como ferramenta para cumprir promessas de gestão.
Como funcionaria o projeto dos rios?
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, que coordena o plano de governo de Tarcísio de Freitas, defende que a concessão traria maior eficiência. Segundo a secretária, o modelo evita que os rios sofram com o acúmulo de sedimentos durante os intervalos entre o encerramento de um contrato e o início de outro.
Para a Semil, a PPP oferece segurança de que o desassoreamento ocorrerá de forma constante nas calhas onde há maior risco de enchentes. "A PPP nos dá a segurança de que, independentemente de governo, o desassoreamento estará sendo feito na calha do Tietê e do Pinheiros", afirmou Natália Resende.
Expansão para a educação
A possibilidade de novas parcerias com o setor privado também é estudada para a rede estadual de ensino. O foco seria melhorar a oferta de escolas com ensino integral e infraestrutura de laboratórios, avaliando cada unidade escolar e região de forma técnica.
A ideia é que a gestão das manutenções seja transferida para as empresas, permitindo que os diretores das escolas foquem exclusivamente no atendimento aos alunos. Em 2025, o governo realizou o leilão para a construção de 33 escolas sob esse modelo de gestão após as obras.
O tema das privatizações e concessões, que inclui a Sabesp e as linhas de trem, permanece como um dos tópicos mais debatidos na campanha eleitoral paulista.
