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Eleições 2026

Campanhas de 2026 usam ritmos variados e inteligência artificial para atrair eleitores

Candidatos a presidente, governadores e deputados utilizam gêneros como funk, gospel e ritmos regionais para fixar nomes.

Por Redação Diário Local

Candidatos que disputam as eleições de 2026 estão utilizando uma ampla variedade de ritmos musicais e recursos de inteligência artificial (IA) para apresentar seus nomes e números aos eleitores. As estratégias incluem desde gêneros como gospel, funk e reggae até trilhas de anime e paródias de músicas conhecidas.

O uso da tecnologia tem sido um diferencial nas campanhas. Em diversos casos, a IA é empregada para a composição das faixas ou para simular vozes. O objetivo das peças é garantir que o eleitor consiga memorizar os dados do candidato por meio de conteúdos adaptados para o consumo em redes sociais.

Como os candidatos à Presidência utilizam a música?

Na disputa pelo governo federal, os ritmos buscam segmentar o público-alvo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utiliza um jingle de estilo gospel, intitulado “Tapete Vermelho”, para ampliar a interlocução com o segmento evangélico. A música conta com a participação da cantora Lina Luz e do cantor Kleber Lucas.

Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou inteligência artificial para criar um vídeo com jingle em ritmo de samba. A letra da composição faz referências ao sistema de pagamentos Pix.

A diversidade nos cargos de Deputado

Para as candidaturas à Câmara dos Deputados, as peças musicais refletem diferentes identidades culturais. Em São Paulo, o candidato Célio José de Morais (PL-SP), conhecido como “Lula do Bem”, utiliza um jingle produzido por IA. Já o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) adotou o ritmo do funk em sua propaganda.

Em Minas Gerais, o candidato Dário 4e20 (Psol-MG) optou por uma paródia do funk para defender a legalização da maconha. No Sul, Júlia Zanatta (PL), candidata à reeleição em Santa Catarina, utiliza uma sonoridade de estilo gaúcho, com indícios de uso de IA na produção.

Em Goiás, Valério Luiz (PT-GO) utiliza uma trilha sonora baseada em uma música de anime japonês para sua campanha de deputado estadual.

Ritmos regionais nas disputas de Governador

Nas campanhas para governos estaduais, a tendência é a utilização de gêneros associados à cultura de cada estado. No Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) utiliza um jingle de reggae produzido com o auxílio de inteligência artificial.

No Pará, a candidata Hana Ghassan (MDB) utiliza o ritmo de brega paraense. Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) utiliza uma paródia da música “Espumas ao Vento”, de Fagner, para sua campanha ao governo.

Na Bahia, o candidato ACM Neto (União Brasil) aposta no pagodão baiano para sua comunicação eletrônica. O alcance das produções varia conforme o tamanho do público nas redes sociais de cada candidato.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.