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Justiça

Justiça de São Paulo rejeita ação de familiares de Alexandre de Moraes contra senador Alessandro Vieira

Decisão entendeu que declarações do senador Alessandro Vieira estão amparadas por imunidade parlamentar e não citaram familiares de Moraes.

Por Redação Diário Local

A Justiça de São Paulo rejeitou a ação de danos morais movida por familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A decisão concluiu que as declarações do parlamentar estão protegidas pela imunidade parlamentar e não criaram qualquer vínculo entre os autores do processo e a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A sentença foi proferida pelo juiz Fabio de Souza Pimenta, da 32ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. O magistrado avaliou que as falas de Vieira, feitas em uma entrevista concedida em março deste ano, foram interpretadas de forma equivocada pelos autores da ação.

A ação judicial foi movida por Viviane Barci de Moraes, Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes. Eles alegavam ter sido associados, de forma indevida, ao recebimento de recursos provenientes da organização criminosa citada.

No entanto, ao analisar o conteúdo completo da entrevista, o juiz constatou que o senador não realizou afirmações nesse sentido. Segundo a decisão, o parlamentar tratava de informações que são alvo de investigações sobre movimentações financeiras envolvendo o Banco Master.

Durante a declaração, Vieira também ressaltou a necessidade de aprofundar as apurações antes de se chegar a qualquer conclusão definitiva. O magistrado afirmou não ter identificado qualquer intenção de ofender, difamar ou caluniar os familiares do ministro de origem.

Imunidade parlamentar

Outro ponto determinante da sentença foi o contexto das manifestações. O juiz entendeu que o senador se pronunciou na condição de integrante do Senado da República e como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Com esse entendimento, a Justiça reconheceu a incidência da imunidade parlamentar material, prevista na Constituição Federal. Esse dispositivo protege deputados e senadores por opiniões, palavras e votos relacionados ao exercício de suas funções parlamentares.

Com a improcedência do pedido, os autores da ação foram condenados ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. O valor dos honorários foi fixado em 10% sobre o montante atualizado da causa.

Após a divulgação da sentença, o senador Alessandro Vieira afirmou que o resultado confirma a legalidade de sua atuação. O parlamentar declarou que a decisão representa uma vitória da verdade e da liberdade de expressão no país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.