Coordenador de Flávio Bolsonaro se reunirá com Edson Fachin para tratar de atuação do STF
Encontro ocorre nesta terça-feira (6) e deve levar críticas do PL sobre interferência do Judiciário na Justiça Eleitoral
Por Redação Diário Local
O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que se reunirá nesta terça-feira (6) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O encontro, marcado para as 13h, terá como tema a atuação do Judiciário nas eleições de 2026 e ocorre dois dias após o primeiro turno do pleito.
Segundo Marinho, a audiência acontece após uma espera de cerca de 40 dias. O senador declarou que levará ao presidente da Corte preocupações sobre o que considera uma interferência indevida do Supremo na Justiça Eleitoral, mencionando a criação de uma figura que classificou como "corregedor-geral do Tribunal Eleitoral" por parte do STF.
O encontro ocorre em um momento de intensificação do debate sobre o papel da Corte na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, que será realizado no dia 25 de outubro. Aliados do candidato do PL têm defendido mudanças na conduta do Supremo e discutido a possibilidade de processos de impeachment contra ministros.
Marinho confirmou que o tema será parte integrante da campanha eleitoral. O senador criticou ministros por, em sua visão, emitirem opiniões políticas e afirmando que integrantes do STF se colocaram no "centro do palco político".
A força do PL no Congresso
A discussão sobre a atuação do Judiciário ganha novo peso com o desempenho do Partido Liberal (PL) nas eleições para o Congresso. O partido elegeu 19 senadores e passará a ter uma bancada de 28 integrantes a partir de 2027. O Senado Federal é o órgão responsável por processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade.
O embate entre o bolsonarismo e o Supremo atravessou a campanha de 2026 e se somou a discussões internas na Corte sobre os limites de atuação dos magistrados. Recentemente, o presidente do STF, Edson Fachin, passou a defender mudanças institucionais que possam reduzir os conflitos entre os poderes.
Além das questões institucionais, o processo eleitoral também foi marcado por apurações sobre uma possível interferência dos Estados Unidos no cenário político brasileiro. Embora o tema tenha chegado à Justiça Eleitoral, não houve comprovação de que ações externas tenham alterado o resultado do primeiro turno.
Com o aumento de sua representação, o PL projeta maior influência nas próximas legislaturas. O senador Rogério Marinho afirmou que o tamanho das bancadas do partido permitirá disputar as presidências da Câmara dos Deputados ou do Senado a partir de 2027. "A pretensão é termos um presidente", declarou o parlamentar.
