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Eleições

Justiça suspende pesquisas eleitorais em Pernambuco e no Ceará às vésperas do primeiro turno

Decisões do TRE-PE e TRE-CE barram levantamentos da AtlasIntel e Real Time Big Data após questionamentos de coligações sobre coleta de dados

Por Redação Diário Local

A Justiça Eleitoral suspendeu a divulgação de duas pesquisas de opinião nos estados de Pernambuco e no Ceará às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026. As decisões ocorreram após questionamentos de coligações adversárias sobre a metodologia e o controle de coleta de dados dos institutos envolvidos.

Em Pernambuco, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) barrou provisoriamente um levantamento da AtlasIntel que abordaria o governo estadual e o Senado. O estudo estava previsto para ser divulgado neste sábado (3), véspera do pleito. A liminar foi concedida na sexta-feira (2) em atendimento a um pedido da coligação da governadora Raquel Lyra (PSD).

O desembargador Fernando Braga Damasceno, relator do caso, entendeu que o registro da pesquisa não demonstra como o instituto seleciona os entrevistados pertencentes ao eleitorado estadual. O questionário começava com perguntas sobre intenção de voto, sem um filtro prévio sobre a condição de eleitor ou sobre o domicílio eleitoral dos participantes.

Embora a decisão tenha ressalvado que a ausência de filtros não comprova a participação de pessoas de fora de Pernambuco, o tribunal apontou falhas no processo de triagem. A coligação da governadora também questionou a marg de erro, mas o argumento não foi considerado suficiente para justificar a suspensão isoladamente.

A ordem judicial impede a divulgação e o repasse dos resultados para publicação por terceiros, sob pena de multa de R$ 30 mil por cada ato de descumprimento. A AtlasIntel deverá apresentar sua defesa no prazo de dois dias. A medida é considerada provisória.

No Ceará, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) também determinou a suspensão de um levantamento da Real Time Big Data. A decisão foi assinada na quinta-feira (1) pelo desembargador Magno Gomes de Oliveira, atendendo a uma ação da coligação Unir para Mudar, de Ciro Gomes.

O veto no estado cearense ocorreu devido à falta de informações sobre o sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo. O estudo da Real Time Big Data estava registrado sob o número CE-08985/2026 e previa divulgação para a sexta-feira (2).

Para garantir o cumprimento da ordem de suspensão, o tribunal fixou uma multa de R$ 50 mil em caso de divulgação ou atos de publicação irregular.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.