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Política

Líderes do PT e do PL enfrentam impasses e ruídos internos nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Edinho Silva e Valdemar Costa Neto tentam conter insatisfações de aliados e dificuldades na formação de palanques para as eleições

Por Redação Diário Local

Os presidentes do PT, Edinho Silva, e do PL, Valdemar Costa Neto, enfrentam impasses nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro para a disputa ao Palácio do Planalto. Os líderes partidários trabalham para conter ruídos que surgiram desde o período de pré-campanha, incluindo insatisfações internas, dificuldades na formação de palanques estaduais e episódios de "fogo amigo".

No PT, a construção do programa de governo de Lula provocou alerta no mercado financeiro. Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, foi designado para coordenar a pasta econômica e apresentou uma visão expansionista, sugerindo a ampliação do financiamento do desenvolvimento por meio de bancos públicos e a elevação da carga fiscal sobre rendas.

Para tentar acalmar os investidores, Edinho Silva desautorizou o aliado ao afirmar que as posições de Gabrielli são individuais e que as propostas ainda passarão por validação do partido e de Lula. Outra estratégia para transmitir estabilidade é a menção de que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comanda a construção das propostas, trabalho que ele desenvolveu em reuniões no BTG e na XP na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25).

Além das questões econômicas, o PT lida com desafios na formação de palanques em estados como Minas Gerais e Amazonas, na montagem da equipe jurídica e no apoio a candidaturas em Pernambuco e na Paraíba.

Já no PL, Valdemar Costa Neto precisa gerenciar conflitos envolvendo a relação de Flávio Bolsonaro com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O episódio envolve cobranças relacionadas a pagamentos para a produção do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em declarações em maio, Valdemar afirmou que Flávio buscou recursos de origem privada para o projeto cinematográfico e que o partido não tinha conhecimento de irregularidades atribuídas a Vorcaro até que elas viessem a público. O presidente do PL também busca a reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro, após a saída dela da presidência do PL Mulher motivada por desentendimentos entre os dois.

A postulação de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal permanece suspensa. Valdemar defendeu que a unificação do grupo político depende de um entendimento entre Flávio e Michelle, visando o fortalecimento da sigla para o pleito.

Obstáculos em alianças e candidaturas no PL

A formação de alianças também é um ponto crítico para o PL. Em Minas Gerais, o partido ainda não possui um candidato definido para o governo. No Rio de Janeiro, o cenário foi prejudicado por operações que envolveram o ex-governador Cláudio Castro e o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, inviabilizando ambos para a disputa.

O partido enfrenta ainda dificuldades para obter apoios em estados importantes do Nordeste e precisa administrar declarações de aliados, como comentários sobre o comportamento eleitoral de mulheres e críticas feitas por Valdemar à ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, cotada para a composição da chapa de Flávio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.