Taxas de juros futuras caem com avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisa eleitoral
Recuo nas taxas do DI ocorreu após pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrar Flávio Bolsonaro à frente de Lula em segundo turno.
Por Redação Diário Local
As taxas de juros futuras (DI) registraram queda ao final da manhã e fecharam em baixa nesta quinta-feira (10). O movimento foi impulsionado pela reação dos investidores a uma nova pesquisa eleitoral que aponta o fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (10), mostrou Flávio Bolsonaro com 46,4% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 46,2% de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora os candidatos estejam em empate técnico, dentro da margem de erro de 1 ponto percentual, o fato de o senador estar numericamente à frente foi interpretado positivamente pelo mercado.
Investidores demonstram cautela em relação à reeleição de Lula, associando o cenário a possíveis dificuldades no controle das contas públicas e da inflação. Por esse motivo, dados que favorecem Flávio Bolsonaro têm contribuído para a queda do dólar e das taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI).
Desempenho das taxas e cenário externo
No fim da tarde desta quinta-feira (10), a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,61%, com recuo de 2 pontos-base em relação ao ajuste de 13,63% da sessão anterior. Já para janeiro de 2035, a taxa fechou em 14,13%, uma queda de 8 pontos-base frente aos 14,213% registrados anteriormente.
O desempenho brasileiro foi divergente do mercado internacional. Em meio ao aumento das hostilidades no Oriente Médio, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) subiram, com o rendimento de dez anos atingindo 4,957% às 16h37. O petróleo Brent também avançou 6,45%, sendo negociado na faixa de US$ 107,74 o barril.
A instabilidade global foi alimentada pelo controle do porto de Mocha, no Iêmen, por grupos alinhados ao Irã, e pelos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, o que gera preocupações adicionais sobre o tráfego marítimo e a inflação global.
Indicadores econômicos e institucionais
No campo dos dados econômicos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta quinta-feira (10), que o volume de serviços no Brasil ficou estável em julho na comparação mensal. Entretanto, o índice apresentou alta de 0,9% em relação a julho de 2025.
Os números de serviços ficaram abaixo das expectativas de mercado decorrentes de pesquisa com economistas, que previam alta de 0,2% no mês e de 1,1% na comparação anual.
