Dólar opera em queda com foco em pesquisa eleitoral e decisões do STF
Moeda americana recuava 0,17% nesta quinta-feira (10) após divulgação de levantamento sobre disputa presidencial e movimentações no Supremo.
Por Redação Diário Local
O dólar operava em queda nesta quinta-feira (10), recuando 0,17% e sendo negociado a R$ 5,103 na venda às 14h57. O recuo ocorre após a divulgação de pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg que aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro.
No levantamento, Flávio Bolsonaro registra 46,4%, enquanto Lula aparece com 46,2%. Com uma margem de erro de 1 ponto percentual, os dois candidatos encontram-se em situação de empate técnico. O cenário também é acompanhado pelos dados do Polymarket, mercado de predição sediado nos Estados Unidos, que indica 52% das apostas de vitória para Flávio contra 45% para o petista.
A movimentação da moeda reflete o apetite do mercado frente aos novos dados eleitorais. Investidores demonstram cautela com a reeleição de Lula, associando o cenário a possíveis dificuldades no controle das contas públicas e da inflação. Por esse motivo, notícias que beneficiam Flávio Bolsonaro têm pressionado a cotação para baixo.
Crise no STF e cenário externo
Além do fator político, a instabilidade no Supremo Tribunal Federal (STF) segue no radar dos investidores. Na quarta-feira (09), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, cassou decisões que discutiam a permanência do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo.
Na mesma decisão, Fachin retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. Esses movimentos dentro da Corte são monitorados pelo mercado como parte do ambiente de risco institucional que influencia o câmbio.
O desempenho da moeda no Brasil caminha na contramão do mercado internacional. No exterior, o dólar avança frente a diversas divisas, impulsionado pela alta nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos (Treasuries) e pela valorização do petróleo Brent, que ultrapassou os US$ 105 o barril.
Nos Estados Unidos, os dados econômicos recentes também impactam o sentimento global. Os preços ao produtor subiram 0,4% em agosto, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego apresentaram queda para 206 mil na última semana, superando as expectativas de mercado.
No início do dia, o Banco Central realizou operações de liquidez, vendendo US$ 1 bilhão em moeda à vista e realizando operações de swap cambial. As ações visam dar liquidez ao mercado, embora o efeito imediato sobre as cotações seja, em tese, neutro.
