Lula defende bioeconomia e anuncia investimentos para a Amazônia em cerimônia em Brasília
Em evento sobre o Dia da Amazônia, presidente assinou decretos e anunciou recursos do BNDES para desenvolvimento sustentável e restauração ambiental.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (8), de uma cerimônia em Brasília para celebrar o Dia da Amazônia. Durante o evento, Lula defendeu o avanço da bioeconomia e afirmou que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação da floresta.
A celebração, que faz referência ao dia neste sábado (5), reuniu 15 ministros, o vice-presidente Geraldo Alckmin e representantes de instituições ambientais. O presidente destacou que a questão ambiental passou a ter relevante importância econômica e defendeu que a floresta preservada precisa ser mais rentável que a área desmatada.
Quais os investimentos anunciados para a região?
Durante a cerimônia, o governo assinou uma série de atos voltados para a restauração ambiental, gestão de florestas públicas e desenvolvimento sustentável. O BNDES anunciou recursos para projetos na região, com destaque para o investimento inicial de R$ 70,2 milhões para ativar seis núcleos de desenvolvimento da sociobioeconomia na Amazônia.
Segundo o governo, essa iniciativa terá impacto direto sobre 28 mil pessoas e indireto sobre 96 mil famílias, integrando a Estratégia Nacional de Bioeconomia. Outro contrato assinado prevê R$ 240 milhões para ampliar a gestão sustentável de 162,7 mil hectares de florestas públicas, visando a produção de madeira em 30 anos.
No estado do Pará, foi estabelecido um contrato de R$ 180 milhões para a restauração de mais de 10 mil hectares na região de Altamira. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que, desde 2023, o Brasil acrescentou mais de 2,5 milhões de hectares ao território protegido por meio de 26 unidades de conservação federais.
O que muda na proteção do Amazonas e da BR-319?
O governo assinou decretos para a criação de quatro novas reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas: Tupana-Igapuaçu I, Tupana-Igapuaçu II, Canaã e Mirari. As novas unidades têm como objetivo ampliar a proteção ambiental na região da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
Sobre a BR-319, o presidente afirmou que o governo busca uma solução para a pavimentação da rodovia que inclua regras de proteção ambiental. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento no entorno da rodovia registrou queda de 73,31% entre 2022 e 2025, e de 43% entre agosto de 2025 e julho de 2026.
A agenda ambiental ocorreu no mesmo dia em que o governo reagiu ao afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Advocacia Geral da União (AGU) prepara um recurso para contestar a decisão.
