Lula aumenta produção de vídeos em formato selfie e eleva engajamento em 22% nas redes sociais
Levantamento da Bites mostra que o presidente somou 29,2 milhões de interações em cinco dias, mas menções negativas ainda superam as positivas.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um aumento de 22% no engajamento em suas redes sociais entre os dias 5 e nesta sexta-feira (9). Segundo levantamento da empresa Bites, o petista somou 29,2 milhões de interações em 167 publicações distribuídas no Facebook, Instagram, TikTok e X.
A média de interações por publicação atingiu 175 mil, um patamar muito superior à média de 36 mil observada entre o início da campanha e o 1º turno. No mesmo período, o presidente ganhou 1,05 milhão de seguidores, um crescimento de 2,67%.
Como surgiu a nova estratégia digital?
A mudança no formato de comunicação ocorreu após reuniões com integrantes da campanha e aliados logo após o primeiro turno. Durante um dos encontros, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, sugeriu que o presidente passasse a produzir mais vídeos no formato selfie.
A sugestão foi acatada e, entre quarta-feira (7) e sexta-feira (9), Lula publicou mais de 10 vídeos gravados diretamente com a câmera. O objetivo, segundo a estratégia da campanha, é buscar uma maior aproximação com o público e o uso de ferramentas que possuem maior impulsionamento pelos algoritmos das plataformas.
Além do formato, o tom das mensagens também sofreu alterações. A campanha passou a adotar um discurso mais incisivo contra o adversário Flávio Bolsonaro, focando em possíveis cortes em áreas como saúde, educação e Previdência, além de programas sociais como o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida.
O cenário das menções nas redes
Apesar do aumento na visibilidade e no volume de interações, o levantamento da Bites aponta que o sentimento das menções permanece majoritariamente crítico. Das 13,3 milhões de menções em português contabilizadas pela empresa, 46% foram classificadas como negativas e 22,8% como positivas.
O volume total de menções cresceu 52,3% em relação aos cinco dias anteriores ao período analisado. No entanto, a proporção entre críticas e elogios não sofreu alteração significativa em relação à semana que antecedeu o primeiro turno, quando os índices eram de 48,5% negativas e 22,4% positivas.
Especialistas apontam que, embora a personalização através de vídeos selfie funcione como ajuste instrumental para ganhar alcance imediato, o desafio para o PT no segundo turno reside em consolidar um sentido claro para os temas da disputa e enfrentar o engajamento histórico de grupos de oposição que atuam de forma contínua nas plataformas digitais.
