Lula chama Eduardo Bolsonaro de “filho do satanás” em entrevista a podcast
Em entrevista, o presidente acusou ex-deputado de trabalhar contra o Brasil nos Estados Unidos e criticou Marco Rubio.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro de “filho do satanás” durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., realizada nesta quinta-feira (30). A declaração ocorreu no Palácio da Alvorada.
Durante a conversa, o presidente insinuou que Eduardo Bolsonaro atuou nos Estados Unidos para trabalhar contra o Brasil. Lula mencionou a proximidade do ex-deputado com o governo de Donald Trump e o fato de ele ter atuado em favor do primeiro tarifaço aplicado pelo país norte-americano em 2025.
Lula também comentou a relação entre a disputa eleitoral brasileira e o governo dos Estados Unidos. Segundo o presidente, há uma crença de que Donald Trump tentará favorecer o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, manifestando preferência pelo parlamentar.
Interferência externa e críticas a Marco Rubio
O presidente afirmou que os Estados Unidos tentarão interferir no processo para ajudar o lado de lá a vencer as eleições. Lula direcionou a crítica especificamente ao secretário de Estado, Marco Rubio, afirmando que ele não gosta do Brasil e nem da América Latina.
Lula declarou ainda que o secretário, que possui ascendência cubana, teria manifestado essa preferência pelo senador Flávio Bolsonaro. Em ocasiões anteriores, o presidente já se referiu a Rubio como um “latino-americano frustrado”.
Contexto das tarifas comerciais
As declarações de Lula ocorrem em meio a um cenário de disputas comerciais com os Estados Unidos. No dia 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou um tarifaço de 25% contra o Brasil, medida que passou a valer na quarta-feira (22).
Posteriormente, foram anunciadas tarifas adicionais de 12,5%, o que pode fazer com que produtos nacionais sejam taxados em até 37,5%. A taxação de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, após investigação do USTR sobre práticas comerciais brasileiras.
O governo norte-americano justificou as medidas como resposta ao que classifica como práticas comerciais injustas e à falta de mecanismos suficientes para impedir a circulação de produtos ligados ao trabalho forçado.
