Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos durante sabatina
Em entrevista, presidente assumiu responsabilidade por avaliação negativa do governo e propôs financiamento de 138 presídios.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante sabatina realizada na noite de quinta-feira (15), a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para casos de crimes hediondos. A declaração marca uma mudança de posicionamento em relação aos seus primeiros mandatos.
Durante a entrevista, o presidente afirmou que a segurança pública deve ser tratada com responsabilidade e que crimes hediondos exigem punição. A fala ocorre em um momento de busca por novos posicionamentos na disputa pelo segundo turno das eleições.
O que muda na proposta de segurança?
Além da questão da maioridade penal, Lula anunciou o plano de financiar a construção de 138 presídios de segurança máxima em território nacional. Ele também defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e a atuação do governo federal na área, conforme previsto em emendas em discussão no Senado.
Sobre o crime organizado, o presidente afirmou que facções como o PCC e o Comando Vermelho agem como "terroristas" para as comunidades e cidades brasileiras, embora tenha feito ressalvas sobre a classificação oficial desses grupos pelos Estados Unidos.
Avaliação do governo e benefícios sociais
Ao ser questionado sobre os índices de avaliação do governo, que mostram descontentamento de parte da população, Lula assumiu a responsabilidade pelos resultados. Ele mencionou que sua administração enfrentou desafios para recuperar o país após o período da gestão de Jair Bolsonaro.
Lula também se pronunciou sobre o reajuste do Bolsa Família. Segundo o presidente, ele não tinha conhecimento de que o benefício não passava por correções nos últimos anos e determinou a regularização assim que foi informado da situação.
Críticas ao STF e Polícia Federal
No âmbito institucional, o presidente cobrou apuração rigorosa sobre suspeitas de corrupção envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu que denúncias de irregularidades na Corte sejam investigadas para que haja a devida punição dos responsáveis.
Lula também relatou ter repreendido o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por sua participação em um evento em Londres ligado a um investigado. O presidente afirmou que o papel da autoridade não permite esse tipo de conduta.
