Defesas esperam que Fachin devolva processos do Caso Master a André Mendonça após eleições
Advogados de Daniel Vorcaro e outros investigados acreditam que relatoria retornará a André Mendonça após o segundo turno das eleições.
Por Redação Diário Local
As defesas do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados no Caso Master esperam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, devolva a condução dos processos ao ministro André Mendonça após o segundo turno das eleições de 2026. A expectativa dos advogados é de que Fachin mantenha sob sua relatoria apenas as petições que mencionam outros integrantes da Corte, como o ministro Alexandre de Moraes.
Os processos relacionados ao Caso Master e ao caso INSS encontram-se paralisados desde a decisão da presidência do STF, tomada em 12 de setembro. Na ocasião, Fachin avocou para si a relatoria da discussão sobre a suposta relação entre Vorcaro e Moraes, determinando a remessa dos autos à Presidência do tribunal.
Desde a decisão, o andamento das investigações aguarda uma nova definição do presidente do STF sobre como os casos serão conduzidos. A movimentação jurídica das defesas busca destravar o trâmite dos processos logo após a votação do segundo turno do pleito presidencial.
Nesta semana, o ministro Edson Fachin realizou uma reunião para discutir o tema com a Polícia Federal (PF). O encontro faz parte do cronograma de tratativas sobre o curso das investigações que envolvem o banqueiro e outras figuras citadas nos processos.
Após a reunião com a PF, a Presidência do STF emitiu uma nota informando que aguarda um pronunciamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). A manifestação do órgão é considerada necessária para decidir os próximos encaminhamentos da Petição (PET) 16704.
De acordo com o comunicado oficial, o posicionamento da PGR permitirá que o tribunal tome as medidas cabíveis e analise os pedidos relacionados aos casos mencionados. A definição sobre o destino dos autos segue dependendo dessa manifestação institucional.
Até o momento, os processos seguem em aguardo de uma nova diretriz da presidência da Corte. Para as defesas, o desbloqueio dos autos para o ministro André Mendonça — que vinha conduzindo as investigações — é o cenário esperado para o período pós-eleitoral.
O caso envolve investigações sobre o Caso Master e o caso INSS, que foram centralizados na Presidência do STF por determinação de Fachin no mês de setembro. O desfecho sobre a relatoria definitiva dos processos deve ocorrer após a definição dos encaminhamentos pela PGR e o encerramento do ciclo eleitoral.
