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Política

Ministra das Mulheres incentiva campanha com fake news contra vice de Flávio Bolsonaro

Márcia Carvalho Lopes teria enviado mensagem a um grupo de líderes organizando vídeos de mães contra o candidato Alfredo Gaspar

Por Redação Diário Local

A ministra das Mulheres, Márcia Carvalho Lopes, incentivou a organização de uma campanha nas redes sociais para atacar Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), por meio de informações falsas. A sugestão ocorreu em um grupo de WhatsApp composto por mais de 70 líderes políticos e empresários.

Em mensagem encaminhada pelo grupo há alguns dias, a ministra propôs a criação de vídeos com o seguinte teor: “SOU MÃE DE (menino/menina/adolescente) E NÃO VOTO EM VICE ACUSADO DE ESTUPRO DE CRIANÇA”. A proposta visava utilizar uma acusação que não possui sustentação jurídica.

A denúncia contra Gaspar, que chegou a ser utilizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em seu programa eleitoral, foi arquivada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O arquivamento ocorreu por falta de indícios mínimos, seguindo recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Polícia Federal (PF) também realizou investigações e não encontrou provas sobre o suposto crime. Além disso, o candidato já obteve vitórias judiciais na Justiça de Alagoas contra a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) por falso testemunho relacionado ao caso.

O que diz a ministra?

Ao ser questionada na quinta-feira (16) sobre o registro da mensagem, a ministra recorreu à sua assessoria. A resposta enviada não abordou diretamente o conteúdo da insinuação contida no texto proposto para a campanha.

A posição oficial da assessoria limitou-se a informar que, em ano eleitoral, a partir de 16 de agosto, é permitido que agentes públicos façam manifestações políticas na condição de cidadãos eleitores. A nota ressaltou que o exercício da preferência política deve ocorrer fora do horário de expediente.

A ministra é irmã do ex-ministro Gilberto Carvalho, que atuou em dois mandatos como uma das figuras mais próximas do presidente Lula da Silva. Até o momento, não houve esclarecimentos adicionais sobre a origem ou a motivação da denúncia mencionada no grupo de mensagens.

O caso reforça o debate sobre o uso de narrativas digitais em períodos de campanha. Enquanto a defesa de Gaspar aponta a ausência de provas e o arquivamento judicial, a estratégia política de oposição buscou dar visibilidade à acusação nas plataformas digitais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.