Motorista de Haddad diz que se sentiu intimidado por viatura da PM em São Paulo
Profissional afirmou em mensagens que se sentiu perseguido por policiais após deixar o candidato em residência na zona sul
Por Redação Diário Local
O motorista da equipe do candidato Fernando Haddad afirmou ter se sentido intimidado por uma viatura da Polícia Militar (PM) na noite da última terça-feira (13), em São Paulo. Em mensagens enviadas por WhatsApp a um advogado, o profissional relatou medo após ser seguido pelos policiais pelo menos 40 minutos após deixar o candidato em sua residência, na zona sul da capital.
De acordo com o relato do funcionário, o episódio ocorreu logo após o desembarque de Haddad no bairro Planalto Paulista. O motorista relatou que a viatura utilizou uma lanterna para observar o interior do carro e, após deixar o candidato, notou a presença da equipe policial no acostamento da Avenida 23 de Maio, iniciando o que descreveu como um acompanhamento.
O profissional afirmou que buscou despistar a viatura circulando por ruas internas e estacionando em um hotel na rua Joinville. Para ele, o monitoramento tornou-se evidente ao notar que os policiais pararam o veículo em um posto de gasolina nas proximidades e passaram a observá-lo. O motorista alegou ainda que chegou a descer do carro para questionar o motivo da abordagem, mas foi orientado pelos policiais a deixar o local.
Divergência entre relatos e imagens
Existe uma divergência entre a versão do motorista e as imagens de câmeras de segurança analisadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Enquanto o funcionário afirma que a viatura parou e que houve interação verbal, as gravações divulgadas pelo órgão mostram a viatura passando lentamente pelo carro em frente ao hotel, sem efetuar uma parada.
A Secretaria de Segurança Pública informou que realizou a checagem de cerca de 70 câmeras de monitoramento de residências e estabelecimentos ao longo do percurso indicado. Segundo a pasta, não foram identificados indícios de abordagem, procedimento irregular ou qualquer interação das equipes policiais com o candidato ou com os membros de sua equipe.
A SSP esclareceu que a identificação das viaturas foi confirmada por meio do sistema de geolocalização das equipes e ressaltou que a presença de policiais em determinada região não caracteriza, por si só, acompanhamento ou perseguição. A pasta afirmou que a apuração continua e que, caso surjam indícios de irregularidades, o procedimento poderá ser convertido em inquérito policial.
O caso já havia sido mencionado por Fernando Haddad, que relatou o ocorrido durante uma entrevista na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). O advogado do candidato, Hélio Silveira, afirmou que o profissional ficou abalado com a situação, citando a presença de armamento pesado na viatura e o tom da abordagem.
