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Casimiro de Abreu

MPRJ cobra transparência e fiscalização no uso de carros oficiais pela Câmara de Casimiro de Abreu

Ministério Público do Rio de Janeiro estabeleceu prazo de 60 dias para que o Legislativo implemente novas medidas de controle e monitoramento de veículos.

Por Redação Diário Local

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou uma recomendação à Câmara de Casimiro de Abreu exigindo a implementação de novas medidas de fiscalização e transparência no uso dos carros oficiais do município. O órgão estabeleceu o prazo de 60 dias para que o Legislativo adote controles rigorosos sobre a frota de veículos.

A medida foi motivada por supostas irregularidades no uso dos automóveis, constatadas durante um inquérito civil instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé. O objetivo é corrigir falhas identificadas no monitoramento de deslocamentos realizados por vereadores e assessores da cidade.

Entre as orientações do MPRJ, está a exigência de um registro diário de todas as rotas percorridas. O controle deve obrigatoriamente conter a data, os horários de saída e de retorno, a quilometragem percorrida, o destino e o nome do condutor responsável por cada veículo.

O Ministério Público também recomendou a adesivação padronizada de todos os carros oficiais. A medida visa facilitar o reconhecimento imediato dos automóveis pela população e pelos órgãos de fiscalização durante o trânsito.

Como deve funcionar a transparência da frota?

Para aumentar o controle social, o órgão solicitou que uma lista detalhada da frota municipal seja disponibilizada no Portal da Transparência. O documento precisa conter informações específicas de cada automóvel, incluindo o modelo, a placa, o ano de fabricação e o número patrimonial.

A iniciativa busca garantir que o uso do patrimônio público seja monitorado de forma clara e acessível. Com a medida, evita-se que o uso de veículos oficiais ocorra sem o devido registro oficial de sua finalidade e trajeto.

A Câmara de Casimiro de Abreu recebeu um prazo de 10 dias para responder ao Ministério Público. O Legislativo deve informar formalmente se irá acatar integralmente as recomendações apresentadas no ofício.

Caso as medidas não sejam adotadas dentro do período estipulado, o caso poderá seguir para novas etapas de apuração no âmbito do inquérito civil que já tramita na promotoria de Macaé.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.