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Eleições

Mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro em 2026, aponta TSE

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que o público feminino mantém a maioria das pessoas aptas a votar no país.

Por Davy Albuquerque

As mulheres representam 53% do eleitorado brasileiro em 2026, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (20). O contingente feminino mantém a tendência de maioria entre os cidadãos aptos a votar no país.

Em 2026, o número de eleitoras soma 83.887.126, o que corresponde a 53% de um total nacional de 158,7 milhões de pessoas. O crescimento acompanha o movimento observado em eleições anteriores, consolidando o perfil majoritariamente feminino do cadastro.

No último período registrado, em 2022, as mulheres correspondiam a 82.373.164 eleitoras, o equivalente a 52,65% do total. Os novos dados mostram um incremento tanto no volume absoluto quanto no percentual de participação feminina no país.

O eleitorado masculino registrou um crescimento de 1,09% entre 2022 e 2026. O número de homens aptos a votar passou de 74.044.065 para 74.854.535, representando 47% do total de eleitores nacionais.

Por que a representação feminina é baixa?

Apesar de comporem a maioria do eleitorado, as mulheres seguem sub-representadas nos espaços de poder político. Atualmente, apenas 18,1% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres.

Esse cenário de baixa participação em cargos eletivos impacta o posicionamento do país em indicadores internacionais de igualdade. Segundo a ONU Mulheres, o Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação feminina.

A disparidade entre o volume de votantes do sexo feminino e o número de ocupantes de cargos públicos é um dado central nas estatísticas do TSE. O grupo feminino é o maior contingente de pessoas aptas a exercer o voto no Brasil.

Os dados reafirmam a importância de acompanhar a evolução do perfil do eleitorado para os próximos ciclos políticos. A manutenção da maioria feminina reflete uma mudança estrutural no cadastro eleitoral brasileiro ao longo dos anos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.