Lula diz que votar em mulheres de direita não dá certo e cita Marina Silva e Simone Tebet
Em ato de campanha em Guarulhos (SP), o presidente incentivou o voto em candidatas como Marina Silva e Simone Tebet.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (18), que o eleitorado feminino deve priorizar candidatas de esquerda nas urnas. Durante ato de campanha realizado em Guarulhos (SP), o presidente sugeriu que o voto das mulheres deve ser direcionado a nomes alinhados ao governo, citando Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como exemplos.
Marina Silva e Simone Tebet disputam vagas ao Senado pelo estado de São Paulo durante o pleito de 2026. Lula defendeu que o fortalecimento da representatividade feminina depende da escolha de candidatas que pertençam ao seu grupo político.
“O dia em que a mulher aprender a votar em mulher, a gente vai ter a maioria das mulheres na prefeitura, no Congresso Nacional e na Assembleia. Mas é importante votar nas mulheres do nosso time. E votar nas mulheres de direita não dá certo. Então, tem que votar em mulher tipo Marina, tipo Simone”, declarou o presidente no palanque.
Além da orientação sobre o voto, o petista fez um discurso focado no combate à violência contra a mulher. Lula repudiou agressões domésticas e incentivou a busca por autonomia e educação pelas mulheres.
“Mulher nasceu para andar de cabeça erguida. Mulher não nasceu para apanhar de marido nem para baixar a cabeça”, afirmou o presidente durante o evento em Guarulhos.
A comitiva presidencial presente no ato de campanha contava com figuras centrais da atual gestão e de disputas estaduais. Além de Lula, participaram da cerimônia a primeira-dama, Janja Lula da Silva, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Também marcou presença no evento o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT). O ato faz parte do cronograma de mobilização política para as eleições de 2026.
A fala do presidente ocorre em um momento de intensificação das campanhas para o Senado e para os governos estaduais, com foco na mobilização de nichos específicos do eleitorado.
