Romeu Zema defende que Brasil deixe o BRICS e foque em laços com o Mercosul
Durante debate em São Paulo, candidato à Presidência criticou a dependência em relação à China e defendeu o fortalecimento do Mercosul.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), defendeu a saída do Brasil do bloco BRICS durante debate realizado na noite desta sexta-feira (18), em São Paulo. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que o país deve buscar outras frentes de atuação comercial e política externa.
Zema criticou a composição do grupo, classificando o bloco como uma "colcha de retalhos" sem afinidade entre os membros. A declaração ocorreu durante evento promovido em um espaço de empreendedorismo na capital paulista.
Ao tratar da política externa, o presidenciável apontou uma preocupação com a dependência econômica brasileira em relação à China. Ele argumentou que a atual relação comercial coloca o Brasil em uma posição de subordinação, o que prejudica a economia nacional.
“E hoje a China representa mais de 30%. E quem perde 30% do seu mercado, fica em maus lençóis. E o que eu quero é o Brasil fora dos BRICS. Os BRICS é uma colcha de retalhos. Os BRICS não tem nada de afinidade”, afirmou o candidato durante sua fala.
Como alternativa ao modelo do BRICS, Zema propôs o fortalecimento dos laços econômicos com as nações que compõem o Mercosul. O candidato defendeu que a integração com os vizinhos sul-americanos é um caminho mais estratégico para o país.
O ex-governador destacou a proximidade geográfica de países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile como um fator determinante para essa mudança de postura. Segundo ele, a localização favorece o intercâmbio comercial direto entre as nações da região.
Para o candidato, faz mais sentido que os países vizinhos integrem suas cadeias produtivas com o Brasil. O objetivo seria fomentar o intercâmbio de produtos e fortalecer o comércio dentro do continente sul-americano.
A proposta de priorizar o Mercosul e reduzir a dependência de grandes potências externas faz parte do plano de gestão econômica defendido por Zema para uma eventual presidência.
