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Pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro ganhando terreno entre mulheres e Lula perde vantagem

Dados da Quaest mostram redução da diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula no eleitorado feminino e desaprovação do governo supera aprovação entre mulheres

Por Redação Diário Local

A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), aponta uma redução da vantagem de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no eleitorado feminino. Os dados mostram uma oscilação negativa para o petista no segmento das mulheres, tanto na simulação de primeiro quanto de segundo turno.

Na simulação de primeiro turno entre as mulheres, a diferença entre os dois candidatos passou de 14 para 8 pontos percentuais em relação à última pesquisa. Atualmente, Lula detém 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%. Em 2 de setembro, os índices eram de 39% para o petista e 25% para o parlamentar.

Entre os homens, o cenário permanece estável: Lula possui 35% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 33%.

Como funciona o cenário de segundo turno?

No cenário de segundo turno, a tendência de crescimento de Flávio Bolsonaro entre o público feminino se mantém. Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 38%.

A diferença de três pontos é a menor registrada desde a pesquisa de 5 de agosto, quando Lula tinha uma vantagem de 12 pontos sobre Flávio Bolsonaro (47% contra 35%).

Os dados de rejeição também mostram patamares próximos entre as mulheres: 55% afirmam que não votariam em Lula, enquanto 57% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

O que dizem os números sobre a aprovação do governo?

A pesquisa aponta uma mudança na percepção sobre a gestão federal entre as mulheres. Pela primeira vez desde agosto, a desaprovação superou a aprovação nesse grupo. Atualmente, 48% desaprovam o governo Lula, contra 44% que o aprovam.

Em 5 de agosto, o quadro era oposto, com 52% de aprovação e 42% de desaprovação entre o eleitorado feminino.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o desempenho de Flávio Bolsonaro entre as mulheres é surpreendente, dado o histórico de resistência desse grupo ao bolsonarismo. Nunes afirma que o medo em relação aos cenários políticos também se equilibrou: 42% das mulheres temem tanto a reeleição de Lula quanto o retorno de um Bolsonaro ao poder.

Quais são as maiores preocupações das mulheres?

A violência continua sendo a principal preocupação, citada por 31% das entrevistadas. A economia aparece em terceiro lugar, com 19% das menções, e a corrupção subiu para a segunda posição, sendo citada por 20% das mulheres — um aumento em relação aos 10% registrados em 2 de setembro.

Outros temas citados incluem saúde (11%), problemas sociais (9%) e educação (7%).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.