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Investigação

PF cumpre mandados contra Cláudio Castro e Bernardo Rossi em nova fase de operação sobre a Refit

Segunda fase da Operação Sem Refino apura suspeitas de fraude em licenças ambientais e lavagem de dinheiro envolvendo a refinaria.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas à gestão da refinaria Refit. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão envolvendo, entre outros, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e o ex-secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Um dos mandados de busca é cumprido em um endereço ligado a Cláudio Castro, em Petrópolis, na Região Serrana. Agentes da Polícia Federal também foram até um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, vinculado a outro alvo da investigação.

O que apura a nova fase da operação?

Esta etapa da investigação foca em suspeitas de fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria. Segundo os investigadores, as licenças teriam sido concedidas sem o cumprimento das orientações de órgãos técnicos competentes.

Além das questões ambientais, a Polícia Federal apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e irregularidades na comercialização de combustíveis. A investigação também considera a renovação de uma licença de funcionamento da Refit, concedida após alterações na estrutura da gestão ambiental estadual.

Bernardo Rossi assumiu o comando da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade em março de 2024, após a saída de Thiago Pampolha. Na época, Rossi, que é considerado aliado de Cláudio Castro, negou a existência de irregularidades.

Histórico da investigação

A Operação Sem Refino teve sua primeira fase em maio, quando Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, ligado à Refit, também foram alvos de ações. Naquela ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Em representação ao STF, a Polícia Federal apontou indícios de favorecimento do conglomerado por meio da estrutura do governo estadual. Um dos pontos citados é uma legislação assinada por Cláudio Castro em outubro de 2025, que estabeleceu um programa de parcelamento de créditos tributários e não tributários no estado.

A Refit, em manifestação realizada durante a primeira fase da operação, negou as irregularidades apontadas. O grupo afirmou que as medidas contra a empresa poderiam prejudicar a concorrência no setor de combustíveis e favorecer a atuação de um cartel.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.