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Segurança

PF indica 13 investigados por infiltrar facção no setor de combustíveis e fintechs

Investigação aponta que executivos de fundos e corretoras participavam de esquema de lavagem de dinheiro liderado por foragidos

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito da Operação Quasar e indicou 13 investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. De acordo com a investigação, os alvos são executivos de fundos de investimentos, corretoras e fintechs.

O relatório final da investigação foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que agora deve decidir se apresenta uma denúncia, solicita novas apurações ou pede o arquivamento do caso. O esquema seria liderado pelos empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, que permanecem foragidos.

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava uma estrutura sofisticada para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo operava por meio de múltiplas camadas societárias, nas quais fundos de investimento detinham participação em outras empresas ou fundos, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Entre as táticas para a blindagem patrimonial estavam transações simuladas de compra e venda de ativos, como imóveis e títulos, entre empresas do mesmo grupo econômico. Essas movimentações ocorriam sem qualquer propósito econômico real, servindo apenas para ocultar a origem dos recursos.

Como funcionava o esquema financeiro

O grupo utilizava fintechs, instituições de pagamento localizadas na região da Faria Lima, em São Paulo, para realizar as operações. Segundo a Polícia Federal, a preferência por essas instituições, em vez de bancos tradicionais, visava dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

As fintechs operavam com o que foi descrito como uma contabilidade paralela. Isso permitia a transferência de valores entre empresas e pessoas físicas sem que a identidade dos beneficiários finais pudesse ser facilmente identificada pelas autoridades.

Conexão com a Operação Carbono Oculta

A Operação Quasar, deflagrada em outubro de 2025, é um desdobramento da Operação Carbono Oculta, realizada em agosto de 2025. A ação anterior envolveu uma força-tarefa com cerca de 1.400 agentes e tinha como alvo um esquema fraudulento no setor de combustíveis com infiltração do PCC.

Na Carbono Oculta, os investigadores identificaram irregularidades que iam desde a entrada de metanol no país até o controle de postos de combustíveis. Naquela ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, entre outros.

Em nota, a defesa de Roberto Augusto Leme da Silva afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo. A defesa declarou que os fatos narrados na investigação não possuem relação com o empresário e que sua inclusão no caso seria uma tentativa de gerar repercussão midiática.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.