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Política

Prefeitura do Rio pede ao STF cessão de R$ 300 milhões em royalties para São Gonçalo

Pedido protocolado no STF prevê que recursos sejam aplicados em áreas vulneráveis como Jardim Catarina e no Hospital da Mãe.

Por Redação Diário Local

A Prefeitura do Rio formalizou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para a cessão de R$ 300 milhões em royalties de petróleo ao município de São Gonçalo. O pedido, protocolado nesta quarta-feira (19), estabelece condições para que o montante seja aplicado prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social e infraestrutura.

A iniciativa faz parte de uma articulação política realizada pelo Executivo municipal da capital e pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT). O objetivo é promover a redistribuição das receitas da exploração de petróleo entre diferentes municípios da Região Metropolitana, o que também envolve o repasse de recursos para Magé e Guapimirim.

O documento assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) determina que os valores não sejam incorporados livremente ao orçamento de São Gonçalo. A proposta exige que o dinheiro seja vinculado a investimentos específicos em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Onde os recursos devem ser aplicados?

Entre as áreas indicadas para o uso da verba estão a urbanização e a infraestrutura de comunidades como Jardim Catarina, Abacatão e o Complexo do Salgueiro. A prefeitura carioca defende que o foco seja o atendimento direto às localidades com maiores carências sociais.

Na área da saúde, o repasse deve contemplar a conclusão e o pleno funcionamento do Hospital da Mãe. Além disso, o projeto prevê o direcionamento de verbas para ações voltadas à educação em regiões vulneráveis do município vizinho.

Como será feita a fiscalização?

Para garantir o cumprimento das diretrizes, o pedido prevê a criação de um Comitê Permanente de Acompanhamento. O grupo será composto por representantes dos municípios envolvidos no acordo para monitorar o uso do dinheiro.

A função desse comitê será fiscalizar a aplicação prática dos recursos e acompanhar os processos de prestação de contas. A medida visa assegurar que o montante chegue aos destinos programados no protocolo enviado ao STF.

O acordo também foi objeto de debates políticos. O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) utilizou suas redes sociais para defender a descentralização dos recursos, classificando a ação como uma medida de "solidariedade metropolitana".

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.